Este texto, escrito por Elaine Bertone, merece uma leitura atenta, seguida de uma pausada reflexão sobre a mensagem que veicula. Identifiquei-me muito com os pontos de vista da autora. Há trechos que dizem exatamente o que sinto ou expressam o que penso, especialmente os que grifei. Talvez ele venha a interessar a outras pessoas. Espero que sim.
“A vida é feita de escolhas. Elegemos os nossos amigos, os nossos esportes favoritos, o nosso repertório musical, o estilo de roupa, os nossos valores, os candidatos políticos, os lugares que apreciamos estar... Enfim, vamos alinhavando através dessas escolhas, a nossa própria imagem.
Dentro desse universo de opções em que vivemos, vamos delimitando o nosso próprio mundo e dando os contornos da nossa própria cara. Cada escolha que fazemos, é como se fosse um pedacinho de pano, que somado aos outros retalhos vai resultar na colcha que somos.
E se somos autênticos nessas escolhas, teremos pessoas muito semelhantes à nossa volta... Porque essa é a lei da atração – atraímos as pessoas que são nossos pares, que têm os mesmos ideais, convicções e interesses semelhantes...
Dificilmente, poderíamos escolher como amigo ou alguém da nossa estima, uma pessoa que tenha valores tão diversos dos nossos... E mesmo que isso viesse a acontecer, no momento em que fazemos essa constatação, que tomamos consciência dessas diferenças, que não são pequenas, nem insignificantes, certamente algo novo acontece, ou seja, a magia se acaba e a distância se estabelece. Não que isso aconteça como uma retaliação, mas é o que ocorre naturalmente...
Quando não existe mais uma comunhão, um entendimento, o que resta a fazer é sair de cena, simples assim.
Por isso, quando uma pessoa não é verdadeira consigo mesma e adota valores ou posturas por simples conveniência; num dado momento, ela vai esquecer o seu “script” e revelar não mais o personagem que representava, mas a sua própria identidade -- isso é infalível!
Você jamais se esquece de quem é... as máscaras sociais, muitas vezes usadas como defesa, acabam caindo, inevitavelmente. . . A nossa essência jamais desaparece, nem evapora. Ela tem a ver com a nossa alma, com a nossa energia mais pura – é ímpar, singular.
Eleger é fundamental, mas para isso devemos nos conhecer intimamente. Somente quem se conhece, faz as escolhas certas. Quem não sabe escolher, não sabe quais são as suas preferências e acaba se tornando uma “Maria vai com as outras”.
O senso comum tem a sua importância, claro, mas nem sempre nos acomodamos nele. Saber posicionar-se, tomar partido é um exercício diário – é o que molda a nossa personalidade.
Eleger é tornar autêntica ou legítima a nossa vontade, a nossa opinião, a nossa visão de mundo. É antes de tudo um direito e quem abre mão dele, corre o risco de perder a si mesmo”. (Grifos de Eva)
Escrito por Elaine Bertone
Um comentário:
Belo texto, escrito com muita sabedoria.
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