20 de dezembro de 2017

Fernanda Montenegro: Uma arrebatadora velhice

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Já admirava Fernanda Montenegro havia muitos anos. Era jovem quando assisti a sua magnífica interpretação em As lágrimas amargas de Petra Von Kant. Saí impactado. Fernanda pertence a uma geração de atores formada nos palcos. Nunca fez questão de ser a mais bonita, a exuberante. Ao lado do marido, Fernando Torres, já falecido, investiu sempre na carreira teatral. Surgiram a televisão, o cinema. Foi finalista do Oscar por Central do Brasil. Feio fez a Academia, ao não lhe dar o prêmio. Há pouco tempo, ganhou o Emmy por uma série da TV Globo.

Ainda vive em mim algo do menino de interior de São Paulo que fui um dia. Fico tímido diante de quem admiro. Em um evento da Globo, há dois anos, ela me abordou. Para minha surpresa, disse que gostaria de trabalhar comigo. Quase me ajoelhei. Explicou que já tinha mais de 80. Seria bom não demorar muito tempo, avisou. Óbvio, criei um papel para ela na minha novela atual, O outro lado do paraíso. Um personagem especial, inspirado em uma vidente que conheci no interior do Tocantins. Dia desses, fui visitar as gravações. No camarim, Fernanda, orgulhosa, se contemplou no espelho.
– Estou sem maquiagem.
Aviso. Ouvir isso de uma atriz, ainda mais de uma estrela como é Fernanda, é raríssimo. Não só de atrizes. Eu mesmo gostaria, quando dou entrevistas, de passar pelas mãos mágicas de um maquiador. Uma boa maquiagem elimina sinais de idade. Diante da iluminação, torna os rostos muito mais atraentes. Para uma atriz, abrir mão da maquiagem é o mesmo que expor todos os sinais do tempo, as marcas da vida. Fernanda, como a vidente Mercedes, não usa nenhum artifício. Também a observei nas entrevistas. Lúcida, com um raciocínio exato e conciso, ao fazer declarações sobre os recentes ataques a exposições de arte. Surpresa! Justamente no dia da minha visita, era seu aniversário. Haveria um bolo em sua homenagem. Coisa simples, apenas com o pessoal que estava no cenário, não mais de seis ou sete pessoas.
Cantamos “Parabéns”. Cortamos o bolo. Oferecemos um buquê de flores. Alguém comentou sobre o fato de estar trabalhando justo no dia do aniversário. Ela disse:
– Só tenho a agradecer por estar com 88 anos, aqui, gravando. Ser atriz é o que quis fazer toda a vida. Possuir condições físicas para trabalhar é uma dádiva. A oportunidade de ter um papel, de viver meu personagem, é a melhor comemoração que posso ter. Existe felicidade maior?
Cortou o bolo, ofereceu. Depois se retirou emocionada e majestosa. Porque uma grande atriz, mesmo nas roupas simples da vidente Mercedes, continua a possuir uma aura. Uma beleza especial que transcende a velhice, a passagem dos anos.
Sempre fui pessimista em relação à velhice. Meu olhar sempre se voltou para os problemas, as doenças. No entanto, diante de Fernanda Montenegro, descobri que a velhice pode ser uma fase intensa, cheia de vida, de emoções. No dia da estreia da novela, chovia. Também teve tiroteio no Rio de Janeiro, o que se tornou, lamento, habitual. Houve uma festa, perto dos Estúdios Globo, para atores e equipe assistirem ao primeiro capítulo juntos. Eu demorei uma hora e meia para chegar. Fui avisado. Fernanda não viria. Havia gravado o dia inteiro e voltado para casa. Precisava descans
Sentei-me, à espera da novela. Quase no momento de começar, veio novo aviso. Fernanda chegara. Fui até sua mesa. Peguei sua mão. Tremia. Emocionada, como uma principiante. As lágrimas caíam. Explicou. Estava em casa, havia trânsito e tiroteio no caminho. Mas não conseguiu ficar solitária no apartamento. Era uma estreia! Seu coração falou mais alto. Apesar de tantos trabalhos, prêmios, sua emoção era idêntica a minha, do diretor Maurinho, de todos os atores. A mesma emoção que senti quando meu primeiro livro foi editado, peguei impresso nas mãos. Cada estreia de uma peça, de uma novela, quase tenho um enfarte de tão rápido que bate o coração. É o sentimento de todo artista. Do pintor na última pincelada. Do escritor no ponto final. Talvez sejam essas emoções tão intensas que dão forças para um artista enfrentar o mundo. Arte proporciona um contato com algo que está além de mim, de nós. É uma conexão com o impossível.

Fernanda me tocou, me toca. Onde estarei aos 88 anos, pensei. Então entendi. Ela nunca terá os 80 cronológicos. Continua intensa a cada papel. É seu segredo para uma vida luminosa. Tornar a velhice tão arrebatadora e criativa como a juventude.

WALCYR CARRASCO- Rev. Época.

6 de dezembro de 2017

A malícia de toda mulher

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Ah mulher! Quanto de ti já não fez muitos se ajoelharem. De tudo que uma mulher pode ser, o que mais me encanta, delira, e me faz querer, é a feminilidade. A tal característica que só elas podem ter. A sedução, a volúpia. Todas as dores e sofrimentos que vem com o fato de ser mulher são pagos por esse tal poder que lhes foi conferido, por que não por Deus, quem sabe. 
Não é de todo um pecado, nem maldade por parte das mulheres terem o feitiço natural, a teia, a armadilha. Que soldado bravo o suficiente defenderia sua força para se mostrar independente de uma mulher? Nenhum, meus caros! Seja forte como for, ou fraco como ninguém jamais quis ser. São elas que eles querem. Não há no mundo batalha mais fascinante, mais inspiradora do que essa guerra classificada por outras palavras.
Antes de ser mãe, trabalhadora, estudante, ela seduz. Eis seu princípio natural, sua regra de berço. Quando uma menina inveja os meninos por suas descomplicações, ela logo se arrepende ao se olhar no espelho, quando a natureza te dá o poder. Uma mulher antes de qualquer namoro, ela se namora, se deseja, se vê como se outra pessoa a estivesse olhando e desejando. E que corpo pode ser mais estudado, clicado, procurado? Até elas são capazes de olhar mais para as outras do que para eles. 
Uma mulher é o presente e o castigo perfeito. E se conviver com uma é um fardo pesado, não faltará quem queira ser sadô-masô para enfrentar isso.
Mulher - os que nasceram com tal designação, vão querer usar e abusar da graça, e os que nasceram homens quererão a graça de usar e abusar delas...


jessicaqueiroz
Artigo da autoria de Jéssica de Queiroz.

22 de novembro de 2017

Vera Fischer, convidada especial no programa de Pedro Bial

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Vera Fischer foi a convidada especial do programa Conversal com Bial da TV Globo. Longe das novelas desde que atuou em Salve Jorge da autoria Gloria Perez em 2013, a atriz aproveitou para falar de diversos assuntos, entre eles o fato de estar afastada há tanto tempo dos folhetins dos quais fez grande sucesso no passado.

“Ah, mas eu quero voltar a fazer novelas. As melhores novelas do mundo eu fiz, quer dizer todos fizeram, Regina Duarte fez, todos fizeram! Mas quer dizer, as que eu fiz foram lindas, o público gostou muito, foi ibope, foi sucesso. Acho que o Silvio tinha que olhar e dizer assim: ‘essa moça vai para o teatro todos os dias na hora certa, se arruma, tem público, viaja o Brasil todo. Por que dizem que ela chega atrasada? Por que dizem que ela dá problemas? Ela não dá! Então Silvio, dá um toque aí no povo!”, disse ela para Silvio de Abreu líder máximo da área de novelas da Globo.

Em outro momento, Vera Fischer falou sobre as diversas cantadas que recebeu e também sobre o famoso teste do sofá: “Tanto no cinema quanto na TV recebi cantadas, mas sou espertinha. Fazia coisas terríveis com eles, falava ‘não vai dar hoje, chegou a menstruação, é muito sangue’. A pessoa nunca mais olhava na minha cara”.
A loira ainda contou que vai lançar em breve o Vera Fitness, um canal no YouTube com dicas de bem estar: “Eu nasci tirando legumes da horta para comer, não tinha agrotóxico. Eu vou falar dessas coisas e atividade corporal. Desde pequena fiz balé clássico e dancei jazz nas boates. E faço exercícios fitoterápicos em casa. Quero ensinar as pessoas posições da ioga”
Vera Fischer também revelou que não usa celular: “Eu tinha celular e agora não tenho mais. Tenho telefone em casa, quem quer deixar recado, deixa!”, disse ela, que apesar disso mantém as redes sociais ativas por meio do computador.

Quem conhece Vera Fischer sabe que ela é bem discreta com sua vida pessoal. Porém, a famosa decidiu usar usas redes sociais para publicar uma foto em que aparece ao lado dos filhos, Rafaela, de 38 anos, da relação da atriz com Perry Salles, e Gabriel, de 24, cujo pai é o ator Felipe Camargo.

“Somos uma família muito alegre e unida!”, escreveu a veterana na legenda, bastante animada. É claro que os fãs não deixaram de comentar a publicação da famosa – afastada das novelas desde “Salve Jorge”.
“Que lindos, que Deus abençoe essa família”, disse um. “Saudades de você nas novelas, que volte logo”, disse outro. “Família abençoada por Deus, tenham um lindo dia”, postou mais outro.

Aos 65 anos de idade, a atriz Vera Fischer surpreendeu com uma foto antiga em seu perfil no Instagram. Na ocasião, ela fez um post relembrando o seu visual no ano 2000, há 17 anos, quando estava com um corpo de dar inveja a muita gente.

Ela compartilhou a imagem que foi tirada durante uma viagem para Miami, nos Estados Unidos, e deixou seus fãs de boca aberta com o que viram. Ela apareceu tomando banho de ducha, usando um biquíni branco.

Na legenda, ela deu bom dia aos fãs e seguidores, contando detalhes sobre como a foto foi tirada e relembrou os bons momentos: “Bom dia meus queridos, aqui eu estou em Miami, na inauguração do Hotel Mandarin Oriental. Foi um verão delicioso”.

15 de novembro de 2017

Elas trocaram a vida de fama e glamour pela família

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                                                  Imagem: Fotomontagem/UOL

Samambaia, Feiticeira e Tiazinha: elas explodiram como sexy simbols e depois rejeitaram a fama que as consagrou
Joana Prado, Suzana Alves e Dani Souza têm mais em comum do que você pode imaginar.
Elas viraram sexy simbols, alcançaram sucesso e hoje priorizam a família no lugar da carreira artística.
A seguir, o UOL compara as trajetórias das três musas:


O começo de tudo
As três tiveram início parecido na televisão, sendo que Suzana Alves e Joana Prado surgiram para o grande público no mesmo programa: o extinto "H", de Luciano Huck, na Band. 
Enquanto as duas dançarinas eram a sensação na década de 90 como Tiazinha e Feiticeira, Danielle Souza viveu o auge do "Pânico" nos anos 2000. Ela era a Mulher Samambaia, que passava o programa todo de biquíni segurando uma... samambaia! 
Elas não tinham identidade própria e eram conhecidas apenas pelo apelido artístico que tomavam emprestado para as personagens. Tiazinha e Feiticeira, inclusive, não tinham nem mesmos os rostos revelados: a primeira usava máscara e a segunda se cobria com um véu.


Fase de ouro
Pouca roupa, algum acessório e muita sensualidade fizeram com que as três atraíssem grande atenção para os programas que as tinham como chamariz. Mais do que isso: Suzana, Joana e Dani explodiram tanto que os palcos da TV ficaram pequenos para elas. 
A Feiticeira, lançada primeiro, foi a primeira a posar nua para uma revista masculina. Sua "Playboy", até hoje, lidera o ranking das mais vendidas da história da publicação do Brasil com mais de 1 milhão de exemplares. 
A personagem mascarada, de chicote na mão e que depilava suas "vítimas" também fez bonito em seu ensaio sensual. Suzana, que revelou o rosto na "Playboy" em 1999, vendeu quase tanto quanto Joana Prado ficando com a segunda colocação do ranking. 
A Samambaia também teve uma "Playboy" para chamar de sua e, de quebra, ainda conquistou um contrato com outra revista masculina. A panicat, que saiu do estúdio para seduzir homens nas ruas, estampou "Playboy" em 2003 e, posteriormente, também posou para a "Sexy".
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O início do fim
Entre o sucesso e a derrocada na carreira artística, elas tiveram mais um ponto em comum: a participação em reality shows. 
Joana Prado e Suzana Alves participaram da "Casa dos Artistas 2", no SBT, em 2002. Foi lá que Joana reatou o namoro com Vitor Belfort. Já Dani Souza saiu do "Pânico" para entrar na primeira "Fazenda", da Record, em 2008. 
Os programas eram a oportunidade perfeita para que as três se libertassem de vez das personagens, mas nunca mais elas tiveram a mesma fama quanto no início de suas carreiras.



O preço salgado da fama
A popularidade delas já não era mais a mesma e os fantasmas das personagens que elas encarnaram ainda atormentavam. 
Musas em suas gerações, Suzana, Joana e Dani não se sentem confortáveis em falar do passado. A ex-Tiazinha, que voltou à TV no "Dancing Brasil", disse ter desenvolvido depressão e síndrome do pânico. 
Joana Prado, que se tornou evangélica, renega o passado. Ao programa do "Gugu", ela contou o lado sombrio da fama: "Eu me vi interpretando uma personagem que não fazia parte dos meus sonhos. Tem mulher que sonha em ser símbolo sexual, em ser famosa, mas eu nunca quis isso." 
"Eu era uma menina também. Quando voltava, ia para o camarim e chorava de soluçar! Eu ouvia o que eu queria e o que não queria. Aprendi a administrar, mas me fazia mal", completou. 
Dani não comenta o período em que foi Mulher Samambaia. Se ela sente falta da fama? Ao site "Ego", neste ano, ela disse: "Não entendo o interesse das pessoas na minha vida, não me acho artista. Aliás, eu era assistente de palco, não artista".


Da TV para o lar
Suzana, Joana e Dani se distanciaram do mundo artístico e passaram a se dedicar de corpo e alma à famíla. 
Curiosamente, elas se casaram com atletas: Joana com o lutador Vitor Belfort, Suzana com o tenista Flávio Saretta e Dani com o jogador de futebol Dentinho. 
Joana se mudou para a Flórida, Estados Unidos, e teve três filhos. Suzana deu à luz seu primeiro filho ano passado e Dani trocou o Brasil pela Ucrânia, onde se dedica a um canal no Youtube e cuida dos três herdeiros.