21 de dezembro de 2013

Sexo, violência e non sense em "Amor à Vida".


Eu gostava demais da novela Amor à Vida, de Walcir Carrasco, até o ponto em que o autor se perdeu na própria trama e o folhetin foi perdendo o sentido, tornando-se confuso e, em muitos aspectos, sem aquela dose irresistível de fascínio típica das novelas que conquistaram o entusiasmo dos que a acompanham. Do charme inicial já nada resta. Por mim, o autor puxaria o freio de mão e a concluía mais rápido que imediatamente. Que diferença de Avenida Brasil, de O Clone, de Caminhos da Índia, dentre outras que foram esplêndidas até o derradeiro minuto do último capítulo!
As mazelas do autor, perdido no excesso de ganchos e personagens que engendrou, grande parte deles que nada acrescentam à trama, sem interesse e bem chatinhos (o pior de todos são os evangélicos e os convertidos piegas), alguns outros alongando suas historinhas azedas ad nauseam, como a de Thales e a namorada sacana, após a morte da noiva no momento do casamento. A vinda da meia-irmã da falecida, Nathacha, deveria ter assinalado o fim das ambições criminosas de Thales e Leila. Perderiam a herança e fim de papo. No entanto a história de trapaças tem continuidade com Nathacha. Uma chatice de repeteco sem sal e dispensável.
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Outra que está se repetindo Ad infinitum é a personagem Valdirene. Apesar de ter tido muita graça no início da novela, a personagem tornou-se tão caricata e forçada que perdeu o encanto inicial. Seus gestos e bordões, de tão repetidos, causam tédio, seu modo de andar sobre saltos altos é muitíssimo forçado, pois não é sempre que ela anda de pernas abertas. Sua dicção além de horrorosa é inadmissível por não permitir que entendamos os seus enfadonhos diálogos. 
Valdirene já cansou. Chega de espichar novela. Ninguém aguenta mais tanta palhaçada e barra forçada. Se a insistência da personagem para pegar marido rico e famoso chegou à exaustão, até ela encontrar o bobão chifrudo que a trouxe para viver com ele e a megera da mãe, agora temos outra mania ainda mais indigesta: a furadíssima propaganda do falido BBB14, realizada pela loucura de Valdirene para participar do reality show. Para piorar a mesmice das situações vividas por ela, temos as suas investidas sem noção a ex-BBBs, atacando-os com a mesmíssima técnica que usava para pegar marido rico, inclusive tentando invadir as cuecas dos Brothers, fazendo gestos bem alusivos à baixaria sexual pretendida pela louca para conseguir entrar no programa. Se a Globo pediu ao autor para usar Valdirene como propaganda do BBB14, entrou pelo cano. Pois o perfil que a personagem mostra das candidatar ao reality é o de vagabundas, capazes de qualquer baixaria para serem admitidas. Na foto, ela aparece na Casa de Vidro... Ridículo!
Não vejo a menor graça no humor totalmente infantilóide-pornô da periguete. Esta ideia de atrelar a personagem ao big brother, a meu ver não está dando certo. Valdirene com seu delírio de BBB é um desastre para o reality, já tão mal afamado pela safadeza que rola no confinamento. De tanta falação reles e atitudes ordinárias da personagem em seu VALE TUDO para entrar no programa, quando começar o BBB 14 vai haver rejeição , vai afundar a audiência, mais do que já é falida.
A Globo quer enfiar goela abaixo estes ridículos BBBs é algo diabólico! QUE PENA !! Uma personagem tão interessante, uma atriz maravilhosa ter caído nessa chatice que se tornou a personagem... Está claro que o autor, com todo respeito que merece, se perdeu totalmente com essa personagem que poderia ser o up da novela. 
Se Valdirene é uma mala sem alça, a periguete bandida Aline, casada com César segue um roteiro repetitivo, cansativo e tedioso semelhante ao seguido por Valdirene. Quem aguenta voltar a ver Aline preparar o veneninho no whisky do marido, oferecer a bebida ao pobre coitado, sempre com as mesmas palavras hipócritas e protestos de um amor que não existe na asquerosa criatura? Quem acha alguma graça nas ceninhas de sexo dela com Nino, a presença sórdida deste coadjuvando a perfídia criminosa da amante, uma vagabunda mentirosa e dissimulada.
Para tornar a história ainda mais sem sentido e confusa, personagens de má índole, com a mente criminosa e capazes de qualquer maldade para conseguirem seus objetivos ou afastar eventuais concorrentes, de repente começam a ficar verdadeiros anjinhos, como é o caso aberrante de Felix. Irreconhecível na pele do homem docinho e bom, Felix é uma caricatura dele mesmo mal acabada. A ceninha dele mudando fraldas de Maryjeany, dando mamadeiras, como se adorasse criancinhas. Felix na 21 de Março vendendo hot dog é um absurdo de inverossimilhança. Tá, é uma ficção. Certo. Mas, mesmo na ficção as coisas têm que acontecer dentro de um padrão de coerência e credibilidade.
O Hospital San Magno é um antro de bandidos: médicas assassinas, médicos que agem criminosamente, infringindo a ética, um Presidente e alguns funcionários que praticam builling com seus subordinados, médicos que chafurdam na lama, fazem sexo até nos elevadores, roubalheira nos altos escalões, etc, etc...
Os casais estapafúrdios, copeiro com ex-puta casada com o gay Felix e caso do sogro, com quem tem um filho. Pilar dando uma de periguete com o motorista com idade de ser neto dela, fazendo cenas de sexo ridiculamente exageradas e nojentas. Os ex-bandidos transformados em gente do bem, como bem exemplificam o Motorista bandido que tentou assassinar Atílio, praticou estelionato com Márcia, roubando-a e deixando-a em má situação, tudo a mando de Felix. De repente ficou um anjo de candura, arrependido e procurando redimir-se do roubo, mas calando a agressão a Atílio, que o deixou na rua, desmemoriado e sozinho.
Paloma, uma personagem estupidamente chata, arrogante e burra e a cópia de Pilar, apesar de ser sua filha adotiva. Dona da verdade, se recusa a ouvir a versão do marido nos fatos que aparentemente o incriminam. Isto duas vezes e com uma fúria insana. É a mesma revoltadinha que se juntou com o mau caráter Nino para afrontar a mãe, teve a filha em um banheiro de bar de periferia e aprontou todas. Pilar não é flor que se cheire, ela esconde alguma coisa muito grave que andou fazendo no passado. Talvez seja a culpada da morte da mãe de Aline e de ter aleijado a mãe de Paloma. 
O capítulo de ontem foi um nojo, quase todo ele dando ênfase ao “bigodinho” genital de Perserfone. Aí rolou muita baixaria, comentários reles, ordinarices nos comentários que faziam acerca do detalhe íntimo da enfermeira sem noção.
A morte suicida da médica bandida foi motivo para uma ceninha ridícula de Paloma, Paulinha e Bruno prestando homenagens com rosas brancas à bandida assassina de sua mulher, do filho de Bruno e da enfermeira que descobriu que ela trocara o material do DNA de Paulinha. Ceninha tão piegas e sem sentido quanto o namoro sem química e sem cabimento da mãe de Bruno com o cara que a enganou no passado e quase ficou noivo da sua filha. Esta uma songa monga infantilizada e babacona, especialmente depois de ter virado evangélica. Haja estômago...

O PIOR DA NOVELA É O ALTO NÍVEL DE VIOLÊNCIA QUE SE  ESPARRAMA EM QUASE TODOS OS CAPÍTULOS. CENAS DE ASSASSINATO, DE CRUELDADE, DE CRIMES HEDIONDOS. MAIS PARECE O PROGRAMA  "CIDADE ALERTA".  AMOR Á VIDA deveria se chamar LOUVAÇÃO Á MORTE.

Um comentário :

antonio cezar Oliveira disse...

concordo plenamente contigo falta a globo tomar um si fragol,