6 de janeiro de 2010

Exuberante "drag queen" está selecionada para o BBB10.




Os rumores se confirmaram: o "BBB 10" terá mesmo uma drag queen entre seus participantes. O novo brother é Dicesar Ferreira, 44 anos, e é de São Paulo, onde atua como maquiador, ator e drag queen - que, quando "montada", atende pelo nome de Dimmy Kieer. Dicesar encarna a personagem para se apresentar em boates paulistanas. Em seu perfil no Fotolog, Dicesar se diz ator especializado em papeis femininos. Além disso, é colunista do jornal e do site gay "Abalo", onde assina como Dimmy e dá dicas de moda e comportamento para drags.


Pois, pois, o fabuloso Zeus está mesmo disposto a arripiar...  Teremos muito divertimento à vista, pois as dregs sabem ser divertidas e alto astral. Há também um gay assumidíssimo. Espero que seja inteligente, tenha muito jogo de cintura e saiba jogar. Entrou também um negro dançarino, com o cabelo rastafary, bonitaço pra caramba. Estão lá as siliconadas e aBUNDAntes de sempre (tão bom seria se o silicone no cérebro aumentasse a inteligência), os  Rambos tupiniquins esbanjando tanquinhos e músculos (pena que o cérebro não seja um músculo marombável!)...


            Sem estar produzido, quem diga que este homem feioso é aquela linda e exuberante drag queen? 

Enfim, novidade mesmo somente a drag queen. Pena que a lésbica não esteja integrando o timaço. Os velhotes estão fora, mas bem que podiam ter selecionado um cinquentão enxuto e cheio de cultura, uma gordinha assumida para fazer a diferença, uma classuda mulher madura  sem ter vergonha das celulites e da flacidez... Mas, quem manda no circo é o chefão o palhação do picadeiro...

 Mas, como nada é perfeito no planeta BBB, terei que suportar o chatérrimo Diego Alemão e a  afilhadinha de Boninho: Priscilene, a moça que lhe prestou uma honrosa e reluzente homenagem em uma discreta, cheirosinha e escondida parte do corpo, hehehehehe. Parece que a o enfeite homenageante, decorado com diamantes funcionou como massagem na vaidade egóticas do  diretor feioso e gorduchote... Ter que aturar Fany e Nathália no BBB9 já foi dose para paquiderme, inda mais tendo que  testemunhar, cheia de vergonha alheia, a babação melosa e derretida de Bial para as duas...  Ai, que vexame é ver homem já velhuscando se comportando como adolescente...  É um mico com potencialidades de gorila!

E como o assunto tratado aqui é o Big Brother Brasil, vou trancrever, a seguir, um excelente artigo de Marília Pereira Bueno Millan sobre realities shows,  para que reflitamos um pouco sobre o programa que tanto nos atrai. Todavia, gostaria que lessem, também, após a leitura do referido texto, uma reflexão minha sobre o reality show  que acontece, paralelamente, fora dos muros que nos separam das casas dos confinamentos, seja na da Fazenda, seja nas do BBB. Não que eu discorde de alguma colocação da brilhante autora do artigo, mas apenas para complementá-lo com minhas reflexões pessoais sobre o que observo do lado de cá, onde estamos.

"Como disse Novaes (1996), somos atraídos pelo fútil, pela curiosidade ávida de sensacionalismo e pela excitação banal, deixando de lado nossa potência de pensar e agir. Os "reality shows" nos proporcionam tudo isso, adormecendo nossa capacidade crítica já tão abalada pela alienação de nossas consciências.

Segundo Baudrillard (2001), o Big Brother é o espelho e o desastre de toda uma sociedade presa da insignificância que se curva diante de sua própria banalidade. É uma farsa integral, uma imagem reflexa de sua própria realidade. Para o autor, a audiência é grande graças à debilidade e nulidade do espetáculo: ou as pessoas assistem porque ali se reconhecem e/ ou assistem para se sentirem menos idiotas que os protagonistas.

Reafirmamos essas colocações, pode-se dizer que, em um estilo "fast food", engolimos as ações-reações de personagens vazios, que lutam cegamente por sua sobrevivência individual. Consumimos a exposição de pessoas que, ávidas por exibirem-se e ganharem fama, ainda que fugaz, submetem-se à superexposição. O narcisismo explícito promove o aparecimento de relações imaturas, permeadas pela escotomização e pela negação das experiências emocionais mais profundas.

Por outro lado, assistir a tais programas confere-nos a ilusão de que estamos vendo a vida real, tal qual a vivemos. Como vimos anteriormente, toda a técnica está a serviço de tornar o programa o mais real possível. O "como se", que inclui o simbólico e a abstração, dá lugar ao "é agora", numa tentativa de substituir o personagem da ficção pelo indivíduo real. O hiato entre personagem e ator desaparece, numa busca desenfreada pela verdade última das experiências humanas.

Segundo Gullo (2004), os "reality shows" são a versão moderna dos grandes circos romanos. Exploram a necessidade do ser humano de ver e participar dos problemas alheios, movido por sua incessante curiosidade, muitas vezes mórbida. Para o autor, quando o cotidiano é retratado nesses programas, torna-se uma farsa, porque tudo é programado, planejado e racionalizado: "o reality show" é o mais baixo nível do cotidiano, mostrado com tecnologia altamente elaborada com o objetivo de captar o telespectador para interesses da produção que visam ao lucro"(Gullo, 2004, p. 1).

Do mesmo ponto de vista, Couldry (2002) e Jones (2003) afirmam que o espectador é iludido ao acreditar que está vendo a realidade, o que lhe confere uma sensação prazerosa. Porém, na verdade, o que se vê é o resultado do desenvolvimento de estratégias da técnica televisiva, que visam a mimetizar o real, produzindo um programa repleto de ambigüidades, que mais se aproxima dos mitos e da novela-documentário ("docu-soap").

Os brinquedos ganharam vida pela magia sedutora das câmeras escondidas do Big Brother. Além de todos os artefatos tecnológicos, desejamos agora brincar com "gente de verdade". O prazer de assistir também advém da crença de que o outro vive o drama da sobrevivência em nosso lugar: tornamo-nos ingênuos e pueris, por um lado, e sádicos e triunfantes, por outro.

Mais surpreendente ainda é que as pessoas em geral não questionam, simplesmente assistem e consomem com voracidade, esperando sempre a próxima versão do programa porque o anterior já foi esquecido, como um dos tantos objetos descartáveis que usamos e dispensamos.

Diante do que foi dito, tais programas são retratos fiéis do mundo em que vivemos. A morte do sujeito, a fugacidade das experiências, a desvalorização da história e o culto à imagem são difundidos sem crítica ou reflexão.

O sucesso do "Big Brother" confirma a volatilidade da experiência humana pós-moderna: não queremos sentir, pensar ou agir, abdicamos da angústia existencial para que outros, nem atores e nem personagens, vivam por nós, hipomaniacamente, o que restou do verdadeiro e profundo sentido de nossa existência."
(Fonte: Artigo de Marília Pereira Bueno Milan  Univ. Paulista).

Mesmo que façamos uma sincera reflexão sobre tudo isto, mesmo que reconheçamos que é um produto manipulado com fins lucrativos, permeado por mensagens subliminares, na verdade somos atraídos para este tipo de programa. Eles nos divertem, mas também nos ensinam, se tivermos o interesse em observar os comportamentos dos confinados e, mais ainda, o das torcidas. São os dois lados da mesma história.

A minha experiência como leitora de blogs e, agora, como blogueira , apontam-me uma realidade bem mais lastimável acontecendo no lado de fora dos muros do confinamento das casas que abrigam os participantes dos reality shows. Na net se aquartelam os batalhões de fanáticos por este ou por aquele participante, dispostos a invadirem os blogs para vomitarem desaforos e agressões de todos os tipos sobre quem não torce por seus preferidos, inclusive desrespeitando quem administra o blog.

Do fanatismo agressivo não escapam sequer blogueiros e blogueiras que passam a tratar muito mal seus comentaristas, mesmo os mais antigos, que opinam de forma oposta a que eles/elas querem impor. Nesse capítulo ocorrem verdadeiros desatinos, lastimáveis atitudes de desrespeito e de agressividade de quinta categoria, inclusive atacando moralmente as pessoas com maledicências caluniosas. E não são somente as adolescentes que perdem a noção dos limites, são também pessoas já bem maduras, muitas delas protegidas pelo anonimato ou por usernames irônicos, obscenos ou debochados

. Já li excelentes trabalhos críticos sobre os reality shows, notadamente sobre o Big Brother Brasil. Mas ainda falta uma boa pesquisa sobre o que ocorre paralelamente, fora da casa dos confinados. Acredito que seja bem pior e bem mais nocivo, na medida em que os haloscans e Echos dos blogs congregam centenas de jovens que seguem o modelo ditado por que dirige tais espaços, repetindo os mesmos comportamentos execráveis de demolição moral baseada em invencionices, em mexericos caluniosos.

O que fizeram com Pink, com Mariana, com Gyselle e com Francine foi abaixo do humano, foi crueldade maledicente da pior espécie, sobrando para quem se atrevesse a defendê-las... Admito apelidos engraçados, referências jocosas, gozações sobre os micos que cometem, admito a necessidade de reações críticas, quando nos querem fazer de otários, se fazendo passa pelo que não são, etc.

Podemos sim analisar comportamentos, criticar severamente as atitudes vulgares dos confinados, combater a baixaria em seus comportamentos, as suas manifestações de maucaratismo, execrar seus erros de conduta, suas mentiras, suas falsidades e jogos sujos, mas sem usar adjetivação pesada, pejorativa, sem caluniar, sem insultar, sem injuriar e sem denegrir moralmente suas imagens com inverdades.

Fazer o contrário disto é que constitui uma tenebrosa e desastrosa lição para os mais novos, um exemplo nocivo e lastimável, indigno de pessoas que se dizem formadoras de opinião, inflando o ego e cheias de poses,  alardeando que entendem de Big Brother Brasil, quando, na verdade, só entendem do conteúdo superficial do programa e dos participantes, mas não captam nada do seu significado mais profundo e complexo. Isto compete a antropólogos, psicólogos, sociólogos e outros estudiosos dos fenômenos sociais, comportamentais e midiáticos relacionados aos realities shows. Existem excelentes trabalhos e teses sobre o tema a disposição de quem queira aprofundar o entendimento da questão e não ficar arrotando  um conhecimento que não possuem.


9 comentários :

Enfermeira Gigi disse...

kkkkk nem combinando daria tão certo

eu acabei de postar no meu blog algo sobre a drag também e que esqueceram ximbica!!!


bjussss

Eva disse...

GIGI

Achei o máximo essa drag. Também gostei do negão de rastafary, todo estiloso. Bjs.

Eva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Srta Beltrana (Bel) disse...

Oi Eva, sempre te leio, mas hj tive de comentar: 1º Diego Alemão + Priscilene só com mute! Dá-lhes mute!
2ºE a drag, hein? Não parece nada queeen à paisana,né? Credo! Será só maquiagem á a tranforma em barbie girl, ou tem de tomar uns goró, hein?

Bjs!

vanny marques disse...

Eva, que maravilha... é exatamente tudo isso. Mais uma vez vamos torcer pelo negão rastafari, esperando que tenha inteligência e simpatia como aparenta. Vamos lá mais uma vez, encontrar aquelas figurinhas carimbadas que criam celeuma. Vamos mais uma vez ouvir muita bobagem, desta vez com características diferentes das costumeiras, pois como deve ser difícil um quarentão feioso esconder essa "imagem linda de mulher falsa"...

Mais uma vez venho dizer que há um padrão de personalidades a serem escolhidas para produzir um mix explosivo e interessante. Ainda vou aguardar por um participante interessante, inteligente, decifrador de almas e que tenha algo importante a ensinar. Então ao "jogo".

Eva disse...

STA. BELTRANA

Poisé, vamos de mute neles kkkkkkkkkkkk

Eva disse...

VANNY
Pois, pois, estamos novamente no limiar de mais um BBB, agora mais experientes. Vamos tentar não deixar que nos façam de otárias, como no ano passado. Pelo que li no MariquinhaMaricota, já tem dois twiteiros combinados para formarem casal na casa. Não aguento mais casais de mentirinha, nem acredito em romances sinceros em um jogo por dinheiro, e muito dinheiro.

Fampirica disse...

tem 1 lesbica assumida a angelica e outra q é bi q é a de linguistica!

ameiiiiiiiiii a drag!!!!!! vou torcer pra ela mas o gay assumido nao gostei nao pq é mt pohalouca e até fotos da parte intima dele já cairam na net, entao com certeza nao vai se dar com a drag pq eles sao os opostos!!!!

Eva disse...

FAMPIRICA

Uebaaaaa! Agora o time está completo: uma lesbica assumida e uma bi´será um prato cheio para muita confusão... hehehehehehehe Vamos ter divertimento pra caramba!