22 de setembro de 2014

Um governo ético começa na campanha.

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A boataria é parte da estratégia que adotaram para tentar vencer essas eleições: desqualificar e difamar ao máximo a única candidatura que ameaça a reeleição de Dilma Rousseff, difundindo o medo. Esse jogo baixo faz com que estejamos tendo a eleição mais suja do período pós-ditadura.
Por que os petistas, tão difamados no passado, quando opunham a esperança ao medo – lembram-se?- agem desse modo?

A resposta é óbvia: após 12 anos de PT no poder, o que têm a apresentar aos eleitores não é suficiente para garantir a reeleição. A economia está em recessão técnica, com o segundo menor PIB da América Latina e percepção de inflação bem mais alta do que sugerem os índices, além de desindustrialização e sinais generalizados de retração da atividade econômica; a Petrobras, sabe-se agora, além de barbeiragens a granel, vinha sendo dilapidada pela corrupção; a violência torna-se epidêmica; a saúde alterna macas nos corredores e falta crônica de remédios, inclusive para doenças graves. Isso sem citar os efeitos da combinação de autoritarismo com modelo arcaico de desenvolvimento.

Como angariar eleitores com tal "currículo"? Resta aos petistas difamar o adversário para subtrair-lhe votos, sem a mínima consideração com a ética na política, na base do vale-tudo. Daí o fato de até a presidente Dilma Rousseff negligenciar a liturgia do cargo e, tal como uma Regina Duarte rediviva, viajar o Brasil divulgando os horrores que, segundo ela, nos trará uma presidência Marina Silva.

Acontece que a baixaria não é fruto apenas do voluntarismo de militantes aloprados. Segundo reportagem desta semana da revista Época, a campanha de ataques vem sendo coordenada a partir do Muda Mais, instituto de Franklin Martins que, por razões óbvias, primeiro quis atuar incógnito, depois foi obrigado pela Justiça Eleitoral a assumir-se como órgão petista.

As redes sociais foram privilegiadas como estratégia eleitoral justamente porque nelas a expressão individualizada disfarça as estratégias coletivas, além de serem menos suscetíveis aos rigores da Justiça Eleitoral (não obstante calúnia, injúria e difamação constituírem crimes contra a honra, convém sempre lembrar).

Os ataques, incessantes desde o final do velório de Eduardo Campos, demoraram a surtir efeito nos índices de votação de Marina Silva, mas, segundo a última pesquisa Datafolha, por fim vingaram. E, assim sendo, o marketing petista, com a sem-cerimônia que o caracteriza, já anuncia que vai ampliá-los.

Não se trata de mera questão de preferência partidária, ainda que assumidamente esta esteja também em jogo. É pelo próprio bem da democracia que a Justiça Eleitoral deveria atuar de forma mais atenta contra os abusos, repetitivos e disseminados de forma impune por avatares, blogueiros “progressistas” e tuiteiros que, renunciando a qualquer consideração ética ou preocupação quanto ao futuro de sua imagem pública, se transformaram, no vale-tudo pela reeleição de Dilma, em verdadeiros jagunços virtuais.

A campanha de Marina Silva, por sua vez, deveria não só de denunciar com mais veemência a campanha que ora sofre, mas, já que os desmentidos que a toda a hora vê-se obrigada a publicar estão longe de obter o mesmo alcance do ataque difamatório petista, mobilizar seus próprios apoiadores para que - sem incorrer no baixo nível predominante - o denuncie e refute, restaurando o primado do dito sobre o não-dito, do fato sobre o boato, da verdade sobre a mentira.

Além disso seria proveitoso, para a elevação do nível do debate politico. que os cidadãos e cidadãs que condenam tais métodos, marinistas ou não, reajam, denunciem, refutem, não deixem o difamatório e falseador prevalecer, sobretudo ante eleitores que não têm capacidade ou preparo para discerni-lo do que é verdadeiro.

Estamos diante de um impasse que pode ser decisivo para o futuro da democracia e das eleições no país. Uma vitória petista conquistada a partir do uso de táticas de desqualificação, difamação e difusão de boatos inverídicos, sem que tenham sequer apresentado um Programa de Governo, representará um alvará para a baixaria, fazendo das próximas eleições um espetáculo de ataques, mistificações e engodo eleitoral digno da Republica Velha.
Chega de vale-tudo. Um governo ético começa na campanha.

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17 de setembro de 2014

O PT apavorado tenta implodir a vitória de Marina

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Apavorados diante da perspectiva de deixar o poder, petistas adotam a tática de atacar Marina Silva a qualquer custo. O resultado é uma campanha como nunca antes se viu neste país, cuja tônica é a baixaria, a distorção de palavras e fatos, a maledicência pesada e injuriosa, bem de acordo com o figurino ditado pelo PT e seu mentor Lula.
A decisão do PT de passar o trator em Marina Silva foi tomada no dia 1º de setembro em um jantar no hotel Unique, em São Paulo, logo depois do segundo debate entre os candidatos à Presidência, no SBT. Estavam à mesa a presidente e candidata do partido, Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, o marqueteiro João Santana, o ex-­ministro Franklin Martins, o ministro Aloizio Mercadante e o presidente do PT, Rui Falcão. Juntos, chegaram à constatação de que o fenômeno Marina era bem mais sustentável do que parecia a princípio. O terror pela ameaça de perderem o poder para a ex-senadora levou essa confraria delirante a decisão de desmoralizarem a candidata fenômeno, desconstruindo sua excelente imagem de política ficha limpíssima, que passou pelo PT e não se deixou contaminar pela canalhice mensaleira, pela corrupção galopante que marca e marcou os governos de Lula e Dilma.
Arrepiados de medo de perderem o poder, logo concluíram que se nada fosse feito para deter a popularidade de Marina Silva , logo ela estaria sentada na cadeira de presidente da República pelos próximos quatro anos, destruindo o plano de Lula de retornar à presidência, sucedendo Dilma nas eleições seguinte. “As pesquisas mostravam isso”, disse a VEJA um ministro do governo. “Não tínhamos alternativa a não ser partir para cima com tudo.” Ou seja, lançando mão de qualquer baixaria para derrubarem a ameaçadora rival.  Àquela altura, a candidata do PSB aparecia empatada com Dilma no primeiro turno e 10 pontos à frente no segundo. Lula resumiu o clima reinante e deu a ordem de marcha: “Precisamos reagir e reorganizar a tropa”. 
Como sempre nesses casos, com uma equipe azeitada, acostumada a trabalhar em conjunto há muitas campanhas e conhecedora dos limites éticos, ou da falta deles, não foi preciso ser muito explícito sobre o que precisava ser feito. O próprio diagnóstico do problema embutia sua solução. Marina tinha virado uma entidade sagrada, uma combinação de espírito da floresta com o espírito do capitalismo, metade Chico Mendes, metade Steve Jobs. Decidiu-se que o processo de destruição da candidatura Marina seria eufemisticamente chamado de “dessacralização”.
Logo a máquina de propaganda petista, comandada pelo veterano e medalhado publicitário João Santana, mostrou a que viera. Em menos de uma semana o resultado começou a aparecer no programa eleitoral de Dilma e nas inserções de televisão e rádio. Nunca se viu na história eleitoral deste país uma combinação tão violenta de mentiras, falsificações, manipulações, exageros e falsas acusações como a despejada pelo PT sobre Marina.
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Autores: Daniel Pereira e Mariana Barros, com algumas alterações minhas.

Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet, no iPhone ou nas bancas.


12 de setembro de 2014

O incessante e inútil bombardeio à Marina Silva

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A candidatura de Marina Silva demonstra, neste momento, um grande poder de resistência, após duas semanas de incessante bombardeio: de um lado, a mídia corporativa que apoia Aécio Neves, com manchetes diárias; de outro, o petismo, com um exército de ativistas empenhados em um vale-tudo cujo objetivo maior não é divulgar as próprias propostas, mas desqualificar, assassinando a reputação da ex-aliada.
Em termos eleitorais, o resultado de quinze dias de baixaria é, até agora, pífio: Marina mantém, nas pesquisas, os mesmos percentuais de voto e Dilma oscilou um misero pontinho acima, no que foi saudado pelo militantismo delirante como “recuperação” e “virada de jogo”. Voltemos ao mundo real: no segundo turno, os prognósticos continuam sendo de uma avassaladora vitória da candidata do PSB, por 10 pontos de vantagem. LEIA MAIS, clicando na frase abaixo.

10 de setembro de 2014

Razões para desejar Marina na Presidência da República.

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Em primeiro lugar, com sua sólida formação em desenvolvimento sustentável, Marina poria um fim ao modelo predatório de desenvolvimento que atingiu o ápice no governo Dilma e que tem gerado danos os mais graves. Em primeiro lugar, ao próprio meio ambiente e à mobilidade urbana, na contramão de um momento histórico em que a finitude dos recursos e a necessidade de avançar sem esgotá-los são cientificamente comprovadas.
Em segundo lugar (pela ordem dos acontecimentos, não em importância), por ser responsável pela pior política indígena da história da democracia brasileira, com uma aliança nefasta entre o poder federal e o agronegócio impondo deslocamentos massivos e assassinatos, e com epidemias vitimando tribos em diversos quadrantes do país, no que não poucos antropologistas qualificam como um genocídio.
Em terceiro lugar, pelo que tal visão "tecnocrática" de desenvolvimento, arcaica em sua essência, gerou em termos de danos político-ideológicos, ao submeter acriticamente a política ao determinismo econômico, como sublinha Moysés Pinto Neto
"Como para Dilma a política é irrelevante, já que no final com as transformações econômicas promovidas todos lhe dariam razão, tudo que envolve um conflito é deixado de lado em torno da viabilidade desse projeto desenvolvimentista. Pior: Dilma fez preponderar no PT, que era um partido razoavelmente afinado com a causa ecológica, a mentalidade de que a preocupação ambiental está em conflito com o desenvolvimento social."
Marina Silva reúne, como poucas profissionais no mundo, condições de reverter tal quadro, tanto pelos méritos próprios internacionalmente reconhecidos, que fazem dela expert em preservação do meio ambiente, quanto por estar cercada do que de melhor o país oferece no tema. Certamente promoveria a substituição de tal modelo predatório por políticas de desenvolvimento que insiram o Brasil entre as nações que crescem de forma autossustentada, preservando o país às novas gerações. Isso significaria, necessariamente, uma revisão das políticas indígenas tanto em relação ao latifúndio quanto em prol do avanço de sua afirmação identitária e cultural.
Outra área em que Marina promete inovar é em termos de práticas políticas. O fato de ela ter recebido vinte milhões de votos e, resistindo a intensas pressões, se recusado a apoiar Serra ou Dilma no segundo turno de 2010 é demonstração factual de que fala sério.
Seria um alento e um regate para um país que tanta esperança depositou no PT, para em seguida ver, desde o governo Lula, alianças políticas demasiadamente elásticas, em que toda e qualquer consideração ética foi negligenciada em prol de mais poder, abrindo espaço para figuras nocivas da vida pública brasileira, como Collor e Maluf. Nas palavras do sociólogo Luiz Eduardo Soares, "O desapreço pela mudança nos métodos políticos continuou, ajudando a jogar no pântano a credibilidade da política."
No governo Dilma, prossegue Soares, "A questão da ética pública continuou sendo abordada como capricho pequeno burguês ou simples armações políticas da grande imprensa, sem que se assumisse a sério a autocrítica que o mensalão teria exigido". Como é de conhecimento até do mundo mineral, os petistas não só deixaram de fazer a necessária autocrítica após o mensalão, mas continuam fingindo que ele nunca ocorreu nem foi julgado por um plenário em ampla maioria composto de juízes nomeados por Lula e Dilma. No universo paralelo do petismo, o mensalão é uma invenção da mídia e uma maldade do carrasco Joaquim Barbosa (ele próprio também nomeado por Lula). Acredite se quiser...

Chance única

Além da renovação per se das práticas políticas – uma demanda da sociedade brasileira tornada urgente desde as Jornadas de junho e que Marina Silva e Marcelo Freixo foram das poucas lideranças a incorporar a seus programas políticos –a candidata do PSB encara, neste momento, na prática, a única chance real de tirar o PT da Presidência.
Trata-se de uma demanda que não só se tornou legítima, mas urgente. Para o blogueiro Tsavkko, para quem Marina representa o atraso, mas Dilma é ainda pior, "O país precisa disso, a esquerda precisa disso e os movimentos sociais mais do que nunca precisam de espaço para se renovar". E, acrescento eu, dados o grau de autoilusão e de ilusionismo aos quais os governo petista, com o auxílio de sua brigada de fanáticos, tem mantido a população, só a derrota e a imprescindível e há tempos esquecida autocrítica poderá trazer tal força política de volta ao mundo real.
Pois, além de tudo o que já foi mencionado ao longo do artigo, impedir a continuidade do governo Dilma seria a resposta cívica a uma governanta que não hesitou incorrer em estelionato eleitoral ao se comprometer, em comercial de campanha, a não privatizar o Pré-Sal e, uma vez no poder, privatzar-lhe, e a troco de banana. A uma mandatária que foi fiadora e parceira dos governos estaduais na brutal repressão aos protestos populares, o pior legado da Copa a ameaçar de maneira permanente o direito constitucional à manifestação nas ruas do país. A uma presidente autoritária e arrogante, que reprimiu grevistas, destratou professores das universidades públicas e só se dispôs ao diálogo com a sociedade - de forma torta e breve - após o povo sair, de forma massiva, às ruas, num movimento que deixou claro a farsa do mundo maravilhoso do petismo, mas que estes até hoje não compreenderam.

Ventos de renovação

Como toda mudança, o voto em Marina traz algo de aposta. Não nos iludamos quanto a isso. Mas antes um risco calculado do que uma certeza representada pela continuação, por mais quatro longos anos, do péssimo governo Dilma. Teme-se que o país não aguente. Eu, embora ainda não tenha fechado questão, me encontro, a princípio, neste momento, disposto a preferir um voto pela mudança a um voto ideológico (no PSOL no primeiro turno; nulo no segundo) em que expresse meu desagrado pelos rumos da política institucional no Brasil. E você, leitor(a)?
Dentre os estímulos para tal opção, além dos já elencados, a declaração de Luiz Eduardo Soares, figura pública que não pode ser acusado de identificação com a direita (e que foi ministro de Lula), em texto de no qual diz ver Marina na Presidência como "uma oportunidade histórica absolutamente extraordinária para retomarmos a gigantesca tarefa de imaginar, coletiva e dialogicamente, um outro mundo possível, um outro Brasil possível, respirando novos ares.". Oxalá tenha razão


9 de setembro de 2014

O Preconceito disfarçado dos brasileiros...

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Fala-se muito em preconceito racista, leis são aprovadas para criminalizar as expressões discriminatórias e desrespeitosas contra negros, pobres, gays e deficientes. Em geral, todos os brasileiros concordam com a ideia de que é vergonhosa qualquer manifestação de racismo contra negros, ninguém tem a coragem de se declarar preconceituoso. Muitos não escancaram a sua aversão a negros, pobres e gays por receio da censura pública, por vergonha de revelarem seu lado obscuro. Muitos chegam a dizer que no Brasil não existe preconceito... Todavia, não é isto que se observa no dia a dia. Eu mesma tenho visto aqui mesmo no Face book lastimáveis demonstrações preconceituosas. Elas se manifestam sob o disfarce da piada, de charges aparentemente inocentes, que, na verdade, não passam de deboche, de achincalhe, de tentativa de ridicularizar e diminuir a pessoa alvo de tais leviandades e falta de respeito pela dignidade humana. Em tempos de campanha política, como a que estamos vivendo, o alvo preferido tem sido a candidata Marina Silva. Marina é negra, tem cabelos crespos, nasceu num seringal perdido nas matas do Acre, é pobre e de origem muito humilde, uma Silva como milhares de brasileiros sem nome brasonado. Tem, portanto, todas as características que nutrem o menosprezo dos preconceituosos, apavorados com a possibilidade de uma mulher tão insignificante (de acordo com seus valores equivocados) vir a se tornar a Presidente do Brasil, não importando o seu nível acadêmico, sua inteligência e sua competência. A reação contra que estão achando mais elegante para desconstruir a imagem da ex-senadora é postarem caricaturas medonhas identificando Marina com a imagem do ET famoso do filme O Extraterrestre. Achincalham, debocham, ridicularizam a candidata sem a menor noção de respeito pela dignidade humana, social e política da mesma. É triste testemunhar esse tipo de baixaria, de mesquinharia e perfídia. Faz-me mal esse tipo de comportamento, deixam-me cheia de vergonha alheia, decepcionada com quem tem coragem e prazer em desconstruir e rebaixar a imagem de seu semelhante. Mas, essa atitude tem nome: preconceito racista e classista. Uma infâmia injuriosa que só desmerece a quem assume esse tipo deplorável de agressividade e falta de amor ao próximo.

Os que abominam Dilma não tiveram a ideia de compará-la a um hipopótamo femea, a uma porquinha gorda... Nunca fariam isto: a candidata é branca, loura e tem um sobrenome estrangeiro bem sonoro... Brotero tem figuras parecidíssimas com Dilma, mas não ser vem, só se ela fosse negra, né mesmo? Parem para pensar e decidam se estão orgulhosos/as com o que têm feito, levados pelo racismo, pela rejeição à uma mulher de cor. E mais, assumam de vez que são preconceituosos e se orgulhem disso.

7 de setembro de 2014

Planalto admite que delação impõe prejuízo à campanha de Dilma

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Apesar da cautela com as primeiras notícias da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, a avaliação realista de assessores do governo é que o episódio introduzirá uma agenda negativa na campanha da presidente Dilma Rousseff.

Há a constatação interna de que Dilma ficará na defensiva enquanto não for divulgado todo o conteúdo dos depoimentos de Costa. Apesar de não envolver diretamente a presidente, o escândalo engloba o período dos dois governos Lula e dos dois primeiros anos do mandato de Dilma.

O tom de cautela foi verificado na primeira declaração da presidente, de que será preciso aguardar informações oficiais para tomar as "providências cabíveis" e que não haverá decisão com base em especulações.

No Planalto, embora se constate que, por enquanto, não há materialidade nas informações divulgadas neste fim de semana, há o reconhecimento de que o caso tem potencial explosivo por envolver aliados estratégicos e o próprio PT, colocando Dilma na berlinda em um momento em que ela iniciava uma estratégia de desconstrução da candidatura de Marina Silva.

"A delação premiada de Paulo Roberto mudou definitivamente a pauta do debate eleitoral na campanha", admitiu um auxiliar direto da presidente.

Na campanha de Marina Silva, a ordem é cobrar explicações de Dilma, mas preservar a memória de Eduardo Campos, apontado como um dos supostos beneficiários do esquema de Paulo Roberto Costa. "Não há elementos para se fazer qualquer citação a Eduardo Campos", afirmou um dirigente do partido.