21 de outubro de 2009

BURRICE É A INTOLERÂNCIA





“Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.” (Wikipédia)

Pessoas são pessoas, independente de raça, opção sexual, idade, tipo e/ou deficiência física e intelectual. Eu conheço homossexuais e negros sensacionais que me ensinaram muitas coisas, que me deram exemplos. Afinal, são pessoas, assim como eu e você que está lendo. Pessoas que trabalham, estudam, aprendem, ensinam e se relacionam com outras pessoas.


Um homossexual deixa de ser homem porque assume que gosta de outro homem? (o mesmo para mulheres) Definitivamente não. Ele não passa a ser ela por isso se não for um transexual (e vice versa). Sabe por quê? Porque ele é ELE suficiente para admitir algo que incomoda tanto as pessoas. E você? É ele/ela suficiente para admitir seus preconceitos?

O incômodo ao ver um casal homo se beijando deveria ser o mesmo de ver um casal hetero se beijando. Eu me incomodo de ver casais “se pegando” ao meu lado independente de serem homo ou heteros.

Não, não sou a favor de que se criem leis beneficiando casais homossexuais, sou a favor de direitos iguais. Quer casar? Que case! Quer adotar filhos? Que adote! Mas ainda não existe a aceitação das pessoas. O que? Deus não deixa? Humm, julgar é pecado grave.

É burrice limitar a capacidade de alguém por uma coisa tão banal. O ser humano infelizmente ainda é burro. Burro, e lá no fundo sabe que é. Sabe os preconceitos que tem, sabe suas origens e mesmo assim não procura melhorar-se.

É melhor zombar do “veadinho” e da “sapatona” ou simplesmente ignorar o aperto de mão do mendigo preto e pobre, aquele preto e pobre que tem uma mão muito parecida com a tua e tem as mesmas necessidades e vontades. É burrice aprender e não compartilhar porque aquele fulano não merece ou só eu mereço saber disso. Vou ser melhor sabendo mais do que você. Vou ser melhor sendo mais rico e bonito que você. Raio de mania de querer ser sempre melhor que os outros, de fazer comparações e, o pior: a mania de intrometer-se na vida do outro, perturbando-lhe a paz: Viva e deixe e deixe o outro viver.

“Deixe ele viver em paz.
Cada um sabe o que faz.
Deixa o homem ter marido.
a mina ter mulher.
Deixa ela viver em pé.
Cada um sabe o que quer
O que é que tem que tem demais
 cada um ser o que é?
Deixa ele chorar em paz.
Cada um sabe o que fez.
Deixa o tempo dar um tempo.
Cada coisa de uma vez.
Deixa ele sorrir depois.
Deixa ela sorrir também.
O que é que tem que tem demais
cada um ser dois ou três?”
(Se liga ai – Gabriel, O pensador)

Todos têm intolerâncias. E admito: eu tenho minhas intolerâncias, meus preconceitos. Intolerância com musica, com religiosos, com falta de bom senso, com pessoas que tem o ego maior do que si mesmo, com gatos, com meu pai, comigo mesma e intolerância com intolerantes.

Todos têm liberdade de pensamento e de expressão (ou pelo menos pensam que tem) e pensam o que quiser do próximo. Não estou pregando amor aos negros, homossexuais, pobres, paralíticos etc. Se não gosta, respeite e aceite. RESPEITO é a palavra de ordem. Se de fato existisse o respeito mútuo, eu não ficaria tão chateada com pequenas (ou grandes) atitudes.

Todos somos vítimas da intolerância e intolerantes as diferenças de alguma forma e sabemos o quanto é chato. Pode até ser uma coisa que está no seu subconsciente, que veio da cultura mesmo, mas todos podem e devem ter divergências com sua cultura, revisá-la e rejeitar o que colide com a ética e com as atitudes humanitárias.

As diferenças enriquecem e foi com isso que aprendi o que sei até hoje. Agradeço por ter conhecido pessoas tão deliciosamente diferentes ao longo de minha vida me fazendo conhecer vários lados dela.

Quanto as intolerâncias? Transforme-as em respeito, isso é possível: mude a sua atitude.

“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!”
(Até quando – Gabriel, O pensador)

Fonte: oventilador.org


3 comentários :

Eva disse...

teste

Anônimo disse...

Eva, fui no MariquinhaMaricota e estava encerrado. Glória está doente? Parece que está com alguma coisa nos joelhos. Queria notícias dela.

Eva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.