12 de abril de 2016

O drama das mulheres chinesas solteiras


Uma campanha feita pela marca de produtos de beleza japonesa SK-II, no estilo documentário, está viralizando no mundo inteiro por um motivo que vai fazer você refletir.
Intitulada “Marriage Market Takeover” (“assumindo o controle do mercado de casamentos”, em tradução livre), o vídeo de quatro minutos aborda o preconceito com mulheres de cerca de 27 anos, que não se casaram.
Pressão psicológica
O vídeo tem o intuito de reacender o debate em relação as “sheng nu”, forma como são intituladas as “mulheres que sobraram”, perto dos 30 anos, que estão solteiras.
Na China, espera-se que as mulheres priorizem o casamento e a maternidade, em vez de optarem pela carreira ou pelos estudos, por exemplo. Por isso que a pressão socialé grande e ser solteira é visto como um problema e até um sinal de desrespeito aos pais. 
Campanha de conscientização
                                         
                   Filha solteira abraça os pais após eles lerem recado dela no mercado de casamentos

O presidente da empresa de beleza, Markus Strobel, disse em comunicado enviado à emissora BBC News, que a campanha global é para inspirar e empoderar as mulheres.
"Nós mostramos um problema da vida real de mulheres chinesas talentosas e corajosas que são pressionadas para casar antes dos 27 anos por medo de serem rotuladas como 'sheng nu'”, comentou sobre o vídeo que retrata a sociedade chinesa.
O vídeo da marca de beleza mostra declarações de mulheres solteiras e de seus pais. Na gravação, um pai diz: “Eu não vou morrer em paz se você não se casar” e mulheres retratam como são vistas e como é estressante ter que conviver com os comentários e perguntas das pessoas.
Em outro momento do vídeo, uma mãe diz que sua filha tem uma aparência normal, não é bonita e é por isso que ela “sobrou”.
Mercado de casamento
Na China, centenas de pais e mães vão ao Mercado de Casamento de Pessoas exibir as qualidades e os perfis de seus filhos e filhas que estão em busca de um parceiro. Uma das mulheres que é contra esta prática relata que é como se eles estivessem vendendo os seus filhos.

Um comentário :

Sandra Audino disse...

Oi Eva, um drama triste pra ser vivido por ambos os lados, deve ser triste "vender" uma filha assim como se sentir "vendida".