24 de novembro de 2013

Suspensas as atividades do Instituto Royal...




Não foi vã a invasão do Instituto Royal pelos ativistas que libertaram os animais submetidos a tratamento cruel e maus tratos dignos de campo de concentração nazista pelos que se dizem cientistas e pesquisadores. Os cãezinhos estão salvos e bem tratados e o Ministério Público não ficou surdo às denúncias, acusações e clamores por providências rigorosas para o caso. 
O prefeito de São Roque, Daniel de Oliveira Costa (PMDB), suspendeu por 60 dias, o alvará de funcionamento do Instituto Royal. Segundo ele, a suspensão resultou de um acordo com o próprio instituto para que sejam apuradas denúncias de maus-tratos dos animais.
O prefeito recebeu deputados federais que integram uma comissão externa da Câmara criada para apurar os supostos maus-tratos aos cães. O instituto foi invadido na madrugada do último dia 18 por ativistas que retiraram 178 cães da raça beagle, usados em testes com medicamentos. As instalações foram depredadas.
Os parlamentares Iara Bernardi (PT-SP), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Ricardo Izar (PSD-SP) e Protógenes Queiroz (PC do B-SP) cobravam o imediato fechamento da unidade por entender que existem práticas de maus-tratos. O grupo se dirigia, no início da noite, ao instituto para vistoriar as instalações na companhia do deputado estadual Feliciano Filho (PEN) que também estava na cidade. O prefeito seguiu para o local para notificar os funcionários que lá estivessem sobre a paralisação das atividades. 
Mais cedo, os parlamentares haviam se reunido com o promotor Wilson Velasco Júnior, que investiga denúncias de maus tratos contra os animais desde 2012, e sugeriram que o Ministério Público Estadual enviasse à Justiça um pedido de fechamento do instituto. O grupo também conversou com o delegado do município, Marcelo Pontes, que até quinta-feira estava à frente das investigações. O caso, agora, é apurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Sorocaba.
De acordo com o deputado Protógenes, presidente da comissão, o objetivo é reunir novos documentos que comprovem os maus-tratos sofridos pelos cães.
— Já temos documentos que provam o que os animais passavam no local. Queremos fechar essa instituição e fiscalizar os R$ 5 milhões de recursos públicos que foram repassados ao instituto.
Ele considera importante recuperar os 178 cães levados durante a invasão para que passem por perícia. Até quinta-feira (24), apenas três animais tinham sido recuperados.
Há há indícios de que o instituto vendia os cães após os testes. A direção do instituto divulgara que os cães eram doados, e não vendidos, após os testes.
Há muitos outros podres a serem investigados acerca das atividades pérfidas dos pseudo cientistas do

Instituto Royal. É pena que não exista uma lei que os meta na cadeia por crime de tortura contra animais.


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