9 de abril de 2013

Salve, Tammy Miranda!



Qundo eu soube que Tammy Miranda participaria na novela Salve, Jorge pensei cá com as minhas chaminhas: ela vai fazer uma personagem lésbica do tipo apelativo. Não pus fé na garota.
Ledo engano! De início, ela estava muito apagadinha, quase não tinha falas naquele papel secundário que parecia tão sem importância. Logo de cara, simpatizei com Jo, a personagem interpretada por Tammy. Fui gostando cada vez mais, à medida em que ela começou a ter uma atuação mais efetiva na trama.
Ontem, tive a grata surpresa de ver Jo transformada em Lohana, uma bela e sensual dançarina, exibendo-se na boate das traficadas em Istambul.



Inacreditável a beleza que Tammy trazia escondida nas roupas e corte de cabelo masculinizados, sempre de cara lavada, sem vaidade, com os traços de sua feminilidade ofuscados pela sua recusa do seu lado mulher.

Ao som de Conga, la conga, a atriz Thammy Miranda adentra o palco, metamorfoseada em uma belíssima mulher, deixando de lado a figura masculinizada da policial Joyce para encarnar Lohana, nome usado por ela enquanto infiltrada na boate das traficadas. Thammy subiu ao palco de vestido negro, muito decotado, de meias arrastão, muito bem maquillada, usando peruca longa com franjinha e salto-alto. Entrou e arrasou! Rebolou, sensualizou, esbanjou feminilidade, beleza, graça, charme e encantou os circunstantes.


“Quase não me reconheci. Eu até reneguei isso no passado, mas hoje eu encaro de uma forma completamente diferente porque não é mais a minha realidade. Para mim foi muito tranquilo, muito gostoso”, disse a atriz sobre a transformação em entrevista ao programa Vídeo Show News.
A escolha da música usada na cena, amplamente conhecida na voz e no rebolado de Gretchen, mãe de Thammy, não foi aleatória. A autora fez questão de fazer a ligação entre a ficção e a vida real e instruiu a atriz a evocar a figura materna na hora da cena.
Mesmo usando um vestido de gosto duvidoso com ar de anos 1980, a dança sensual funcionou. A personagem Jô chamou a atenção dos traficantes e, no que depender dos roteiros previsíveis de Glória Perez, será peça fundamental no fim da máfia de tráfico humano. 
 

Tammy é lésbica assumida e bem resolvida. O que não entendo é o motivo que a faz pensar que, por gostar de se relacionar amorosamente com outra mulher, precisa adotar uma imagem masculinizada, quando o normal seria ser super feminina, vaidosa e cuidada, levando em conta que se ela gosta de mulher, as namoradas que arruma também estão à procura de outra mulher, não de uma caricatura de homem, o objeto de desejo abomionado. Da mesma forma que dois homens que se amam, gostam mesmo é da masculinidade, da imagem do macho, do cheiro e e da aparência masculina. Bicha que desmunheca é uma triste caricatura de mulher, una pobres coitados sem um mínimo de auto estima.
Quisera que Tammy entendesse que é como mulher feminina e linda que poderá conquistar outra mulher e fruir de uma relação duradoura, feliz e bem resolvida. Acredito que somente uma mulher por quem Tammy se apaixone profundamente poderá fazê-la mudar a equivocada atitude que vem assumindo, caricaturatizando a imagem masculina.
Tammy é a filha mais bonita de Gretchen. Que belos olhos verdes! Salve, Tammy! Salve, Salve!

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