15 de maio de 2010

A mulher de alma leve





Quando minhas clientes me perguntam sobre como se comportar para não despertarem a ira de seus parceiros que parecem estar sempre prontos para um disparo verbal em tom de rojão, ou como se comportarem para manterem seus parceiros fieis, dou a elas o exemplo dos relacionamentos dos homens maduros com as ninfetas, que além de os completarem porque elas tem todos os atributos físicos que as parceiras maduras e companheiras de anos já perderam, têm ainda o apetite sexual (por eles) em segundo plano, o que não exige deles muito desempenho neste sentido (o que de certa forma, é bem conveniente após a maturidade masculina), sabendo representar como atrizes, fingindo ter orgasmos duplos e rindo de qualquer piada ridícula que eles contem. Esta seria no mínimo uma hipótese a ser ponderada, não é mesmo?
As meninas (terror das esposas da modernidade) os chamam de tigrão e de meu rei ao passo que as maduras, são chatas porque discutem a relação e fazem contas do dinheiro que o casal tem porque não acham graça em sair torrando todos os tostões economizados ou ganhos no mês com viagens, compras de objetos caros, jantares românticos, perfumes importados. São pesadas porque priorizam a reforma da casa, a educação dos filhos, a aposentadoria segura. Abrem mão de motéis, fantasias eróticas, aventuras loucas a dois e tudo o que apimentaria aquela relação que há anos caminha na mornidão. É importante citar aqui também as novas esposinhas, recém casadas, iludidas do poderio sobre o parceiro, mãezonas demais, que no primeiro ano de casamento esquecem-se de serem namoradas de seus maridos e passam a valorizar tanta bobeira antes do amor dos dois como: casa arrumada demais, caderneta de poupança, filhos que tomam seis banhos por dia e comem a papinha a 25 graus, finais de semana inteiros na casa dos parentes...
Não que não se deva ser sensata e equilibrada, mas é preciso ser sábia no sentido de alimentar a alma masculina com a pitada certa de luxúria que sabidamente eles vão buscar nos "Night Clubs", nas termas e nos milhares de anúncios de jornais que oferecem horas de prazer e total descontração nos braços de uma universitária, loira, 18 anos, divertida e completa. To pegando pesado? Temos mesmo que continuar fazendo de contas que isto não existe?
A mulher que finge, consegue abstrair na medida certa, das preocupações do cotidiano e levar o parceiro ao mundo dos sonhos e da ilusão, ao que ele finge não dar valor porque tem que se mostrar sempre muito sério e responsável, mas que no íntimo aprecia bastante. O homem que tem este tipo de mulher ao seu lado se sente poderoso e cheio de vida. Um verdadeiro garanhão.
A mulher sincera faz questão de mostrar a ele diariamente exatamente o contrário disso, talvez por causa de suas carências ocultas, cobrando dele atitudes, representações, desempenho sexual e afetivo em nível de romance, mais e intermináveis recursos financeiros. Loucuras controversas, porém vividas diariamente por casais de todos os tipos.

"A mulher sincera é aquela que se auto designa para o relatório diário dos tormentos domésticos e a exposição dos problemas tão pronto o homem põe os pés no lar. A mulher fingida é aquela que, quando o homem chega em casa e pergunta se está tudo bem, responde, ajeitando a camisola: "Agora vai ficar melhor". Citando Paulo Sant'ana.
Não sei se me fiz entender bem neste artigo. Em suma, o que tentei dizer aqui é que temos que ter a dose certa para tudo na vida. Nada de essa coisa de ser muito pegajosa, sincera, certinha, controladora. Um pouquinho do que se critica nas chamadas "mulherzinhas de plantão", também deve ser posto em pratica na relação com o seu parceiro.
Fique atenta, preste atenção, não somente critique a existência de mulheres leves e capazes de ameaçar o relacionamento de vocês dois. Seja razoável e entenda que existe uma demanda que justifica e existência delas. Compreende?
Jussara Haddad
Terapeura holística, especialista em sexualidade
                                   

Um comentário :

Jane TDM disse...

Porque as mulheres tem que agir de x/y/z formas para manter um relacionamento e os homens não ?



AQcho que morro querendo equivalência entre homens e mulheres.Não necessariamente igualdade, mas equivalência.



Tenho um amigo sociólogo, cujos alunos resolveram fazer uma pesquisa de "Pq os homens preferem as "garotinhas".



A resposta foi ASSUSTADORA !



"As garotinhas são dependentes financeiramente e portanto obedientes" !!!!



Acredita neste retocesso de 50 anos do movimento feminino ???



bjk