18 de maio de 2014

Beijim no ombro pra filósofa brasileira...

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Estamos vivendo uma época em que a violência explode por qualquer ninharia, mais das vezes resultando em assassinatos, danos físicos, vandalismo e absoluta ausência de tolerância. A juventude está cada vez mais sem freios, mais sem noção de gentileza, de respeito pelo outro e da importância da calma, do diálogo e dos valores éticos e morais. Não estou dizendo nenhuma novidade. Qual é o brasileiro/a que não sabe disso. Em meio aos noticiários mais alarmantes que vemos e ouvinos na TV diariamente, sobre violência urbana, percebemos que a música que está em alta nas estações de rádio é, lastimavelmente, uma escancarada incitação à violência, à intolerância e ao crime, especialmente vindo de quem vem: Valessa Popozuda. 
A “dama do beijinho no ombro” é um péssimo exemplo para a juventude, notadamente a dos bairros periféricos, a turminha funkeira que faz da cantora uma musa. 
Sendo assim, o efeito de um verso como esse é mais explosivo que um coquetel molotov na mente desses jovens, é uma incitação à violência:

“Bateu de frente, é só tiro, porrada e bomba.”

E o pior, um certo professorzinho, sem um pingo de noção de adequação, achou por bem meter essa infeliz frase numa prova, na qual a Popozuda pouco instruída era dada como “filósofa brasileira” em meio a grandes nomes da filosofia mundial. A aberração causou grande polêmica (deveria ter causado a demissão desse professorzinho sem noção), no público em geral e no meio acadêmico, mas, na periferia o mal está feito. Inclusive, a limitada dançarina ficou “se achando” uma séria candidata à Academia Brasileira de Letras.
O revoltante na atitude desse professorzinho sem noção é o seu empenho em privilegiar uma pessoa tão sem conteúdo, cafona, fake, boçal, desbocada e mal educada.
E o mais alarmante é o fato dessa pessoa quase sem instrução está convicta de que é uma pensadora (uma filósofa), uma grande personalidade reconhecida pela qualidade da letra de sua música. (Deus meu! É muita pérola jogada aos porcos!). Tanto que no programa do Serginho Groismann, teve o desplante de agradecer ao professorzinho sem noção que colocou a frase de sua música como uma das cinco opções no quesito de uma prova... Senti pena do ridículo da Popozuda, falando toda cheia de pose, numa atitude de absoluta ausência de qualquer noção de autocrítica! Essa mulher não sabe sequer o que vem a ser uma “pensadora”, uma “filósofa”... Em sua falta de autocrítica, aliada à sua ignorância, a coitada incorporou o rótulo de “Pensadora Brasileira”, em pé de igualdade com Descartes, Sartre, Heidegger, etc. 
Bom, talvez a Popozuda até seja mesmo uma grande pensadora, pois pensa com dois cérebros: um que tem na cabeça e outro, bem mais potente, na bunda.

Beijim no ombro pra filósofa brasileira...
Beijim no ombro pra bunda pensante do Brasil...

3 de maio de 2014

Mudanças nos papéis que vivemos na vida

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Cada vez que a vida nos propõe um novo papel ou uma nova função, precisamos buscar referências para este desafio. Para desempenhar uma atividade pela primeira vez deve-se ter uma referência de fora, emprestar de outros o modelo. Assim como um ator, que, para interpretar um novo personagem, precisa fazer uma pesquisa sobre ele, nós, na vida real, também precisamos.

Essa busca por referências pode começar na família, incluir informações obtidas na literatura, nos filmes, com heróis históricos ou personalidades da atualidade. Quando lemos sobre heróis ou personalidades famosas, aprendemos novos comportamentos, e podemos prestar atenção às atitudes que dizem respeito à nossa própria fase de vida.

A grande dificuldade está em encontrar, no mundo atual, personalidades e heróis que sirvam de modelo. Muitas vezes, os pais viveram em épocas e lugares tão diferentes dos filhos, ou tiveram uma vida financeira díspar da que eles próprios ofereceram a seus filhos, que fica difícil ter, na família, uma referência.

Onde encontrar nossas referências?

A velocidade com que o mundo muda e os questionamentos sobre os valores atuais também podem gerar dificuldades na busca por modelos. Já não é possível ser pai ou mãe da mesma forma que nossos avós foram, por exemplo. A vida não ocorre mais tão perto de casa, as distâncias físicas aumentaram, crianças passam o dia todo na escola, as mães trabalhando período integral fora de casa. Como educar as crianças sem culpa? É para isso que precisamos pesquisar novas referências. 

É preciso se educar para cada novo papel que desempenhamos na vida. Não podemos acreditar que estamos automaticamente prontos para enfrentar situações novas, sem qualquer preparo. E se o mundo carece de bons modelos reais, a literatura, a internet, os filmes oferecem muitas alternativas.

Sem referências estamos perdidos! Sem um mapa não achamos o caminho facilmente. Sem ajuda de códigos nos sentimos atônitos em territórios desconhecidos. Para desempenharmos novos papéis na vida também precisamos de inspirações para termos alternativas de um desempenho tranquilo.

Vivian Schindler Behar - psicóloga. Atualmente trabalha no CESAME - Centro de Saúde Mental Moreno e Cordás.