1 de junho de 2017

Tenho o encanto das encantadoras...


Eu sou melodia, sou valsa, sou emoções, sou mar revolto bramindo com fúria e sou também a prata das águas que as estrelas fazem brilhar em noites de veludo. Tenho o encanto das encantadoras e a frieza dos desiludidos. Sou valsa, sou tango, sou calor e sou gelo. Sou verdadeira, incapaz de ser falsa, mas inteligente para já saber que a palavra é de prata quando o silêncio é de ouro. Sou melodia, sou valsa, sou emoções desavindas ou controladas.

Sou uma sonhadora, uma tonta e, uma querida ou inimiga passageira. Não me dou com o mal e sempre pedi ajuda para quem me traíu. Já fui traidíssima e amada como só os poetas sabem amar. Em delírio, em paixão, em loucura. Pisco os olhos às estrelas, afago as nuvens, dou o braço ao vento e falo com a infinidade dos Oceanos mas não sou marada. Sou filha deles!

Sou um sono e muitos sonhos onde já me aconteceu de tudo Já estive no Paraíso, já acompanhei Jesus, já sonhei com pessoas de quem não gosto mesmo nada e nunca conheci pessoalmente. Já afaguei algumas e já desanquei noutras. Sou assim: doce e amarga, tonta e certinha. Rodopio, danço, sorrio à Vida, às flores, aos animais, às pedras (“eu hei-de amar uma pedra…”) e… sorrio para ti, meu amor.

(Autora: Maria Elvira Bento)
(foto:Ken Browar/Deborah Ory)

28 de maio de 2017

Gêmeas que nasceram de mãos dadas




Elas comoveram o mundo inteiro porque nasceram em um parto prematuro com as mãozinhas dadas assim que saíram da barriga – e a cena, devidamente registrada na fotografia acima, é uma prova real de que a conexão entre gêmeos pode ser muito maior do que a gente imagina. Agora, com 2 anos, as irmãs Jenna e Jillian Thistlethwaite se tornaram menininhas encantadoras e continuam “um grude”, como contou a mãe ao site Today. Veja como estão as meninas hoje, que são um exemplo de fofura e cumplicidade.

Gêmeas que nasceram de mãos dadas: como elas estão

Se não bastassem dividir o mesmo saco amniótico enquanto estavam na barriga, Jenna e Jillian - que são do estado de Ohio, nos Estados Unidos - vieram ao mundo de mãos dadas e em um intervalo de apenas 48 segundos.
A gravidez era considerada de risco – em gestação de gêmeos que dividem o mesmo saco amniótico há chance de os cordões umbilicais se enrolarem. Por isso, a mãe das meninas, Sarah Thistlethwaite, precisou ficar em repouso por mais de 1 mês até a realização do parto, que foi cesárea. As meninas nasceram sete semanas antes do previsto.
Apesar de todas essas condições, nenhuma das duas teve problemas de saúde em todo esse tempo.
“Elas não têm nenhum problema de saúde. São crianças normais de 2 anos. Elas correm por aí atrás do irmão, que ensina a elas quase tudo que elas não deviam fazer, mas fazem mesmo assim”, conta a mãe.

Irmãs inseparáveis

De acordo com Sarah, as garotas são inseparáveis e sempre choram quando precisam se afastar uma da outra. O irmão mais velho, Jaxon, de 3 anos, também entra nesse “grude”, apesar de elas terem, digamos, uma ligação especial. Ele, aliás, é quem ajuda os pais a identificarem quem é quem – já que a única diferença entre elas é que Jillian tem um sinal de uma pequena veia em seu nariz.
“Todos os três são muito, muito próximos, mas as meninas têm essa ligação inexplicável. Honestamente, afastá-las ou fazer qualquer coisa com as duas separadamente fará com que elas chorem. Elas não querem estar longe uma da outra”.
As gêmeas ainda adoram escalar, nadar e batem o pé para fazer suas vontades, principalmente quando o assunto é brigar pelos brinquedos preferidos.
Jenna e Jillian nasceram em maio de 2014. A mãe relembrou ao site a emoção da equipe médica ao perceber que as duas estavam de mãos dadas.
“Esse fato explica toda a gravidez para mim, elas estavam juntas o tempo todo. Elas precisam uma da outra, estão lá uma para a outra”.
ESCRITO POR NATHÁLIA GERALDO


5 de maio de 2017

A incrível Rita Lee em entrevista com Pedro Bial.



“Rainha”, como é chamada por Pedro Bial, Rita Lee abre uma exceção em sua vida – agora bastante reclusa – e chega ao ‘Conversa com Bial’ desta última quarta-feira, dia 03, para reviver algumas memórias que estão em sua autobiografia e também registradas em arquivos da televisão. Assim como os cabelos vermelhos, ficaram para trás também algumas ideias, alguns pensamentos.
Ao repetir uma pergunta feita à cantora em 1985 (“O que é uma atitude rock’n’roll?”), o apresentador ouve uma resposta inesperada. “Atitude rock é cuidar da minha horta, dos tomatinhos, da alface, da couve, do rabanete”, afirma Rita, com a maior tranquilidade. “Lá em casa, eu cuido dos bichos e da faxina. O Roberto cuida das plantas e é o cozinheiro”, explica a artista a respeito da rotina que adotou desde que deixou os palcos, em 2012. “Eu componho ainda. Não larguei a música, só larguei o palco. Pulei durante mais de 50 anos, tá bom, né?!”
Por mais que não tenha tido a intenção de, a priori, fazer um livro de suas memórias, o projeto de colocar no papel as histórias da vida pessoal e da carreira não poderia ter dado mais certo. “Achei que ninguém fosse ler. Eu escrevia no meu iPad o que ia puxando da memória, mas nunca pensei em lançar. Fiz daquilo um diário e fui pegando gosto de lembrar das coisas. Exorcizei alguns dramas, ri das coisas que fiz. E eu esculacho pra chuchu!”, conta Rita ao ouvir o comentário de Bial sobre o fato de ela não ter poupado nem mesmo alguns assuntos considerados mais polêmicos, como o caso do estupro vivido na infância e todas as experiências com drogas. “Estou limpa há 11 anos, desde que minha neta nasceu. Canalizei minha energia e estou achando muito louco esse negócio de ser careta”, completa, arrancando risos da plateia.
Em um outro tipo de viagem, desta vez pelo tempo, Rita Lee traz ao programa algumas peças de acervo pessoal que ela mantém no sótão de sua casa. Vestidos usados em clipes e capas de discos estão no palco, enquanto são exibidas as imagens de referência de cada um deles no telão. Já que é para relembrar, a banda do programa aproveita e toca trechos dos grandes sucessos da cantora, sempre acompanhada pelo coro da plateia. De presente para os fãs, a rainha ainda arrisca alguns passos de rock’n’roll e mostra que tem, ainda, muita história por fazer, seja onde for."
Uma delícia de entrevista! Divertida, inteligente, incrivelmente transparente! Longa vida para Rita!


Exibido após o ‘Jornal da Globo’, ‘Conversa com Bial’ tem direção artística de Monica Almeida e direção de conteúdo de Ingo Ostrovsky.