15 de julho de 2013

Chacretes são homenageadas no Projac

Savalla e as chacretes
Savalla e as chacretes 
As chacretes Regina Pintinha, Sandra Pérola Negra, Beth Boné e Índia Potira se reuniram com Elizabeth Savalla, a ex-chacrete da novela “Amor à Vida”, em reportagem de O Globo de 14.07.2013:
Vai para o trono ou não vai? Ninguém melhor do que musas do Velho Guerreiro nos anos 1970 como Índia Potira, Regina Pintinha, Sandra Pérola Negra e Beth Boné para avaliar a performance de Elizabeth Savalla como a ex-chacrete Tetê Para-choque e Para-lama em “Amor à vida”. Num encontro com a atriz, o quarteto jura que ela não levaria uma buzinada do Chacrinha, como os calouros reprovados no palco do comunicador.
— Ainda bem que vocês estão gostando. Porque tem gente que está metendo o pau, né? — comenta Elizabeth, sobre a polêmica envolvendo algumas ex-chacretes descontentes com o passado de prostituta de Tetê.
Índia completa: acha a homenagem bonita e diz saber que isso tudo é ficção.
— Essas chacretes estão falando mal porque elas querem aparecer. Eu estou amando.
Distantes da fama como a dançarina que se tornou vendedora de cachorro-quente criada por Walcyr Carrascáriao, as quatro revisitaram o passado logo que botaram os pés no Projac — apesar de nunca terem trabalhado lá — para encontrar Elizabeth. Enquanto esperavam a atriz, elas pareciam se sentir em casa. E, no fundo, estavam. Conviveram com celebridades e também experimentaram o sucesso nos tempos em que brilhavam usando botas longuíssimas e maiôs típicos das mais de 500 moças que foram assistentes de palco na “Buzina”, na “Discoteca” e no “Cassino”, principais programas do apresentador exibidos em diferentes épocas e canais. 
Rita Kadilack, uma das mais famosas chacretes, participa do reality show da Record A Fazenda. Outra (que ignoro o nome que usava na época) é casada com um italiano e reside em Natal, onde tem , com o marido, um restaurante de praia. Ainda é bem bonitona.
A personagem da novela Amor à Vida é um presente! Divirto-me demais com ela e seu desespero para fazer a filha burrinha fisgar um paspalho rico com o golpe da barriga. 
Rita Kadilack está decadente, envelhecida e sem a beleza que a tornou famosa. É uma mulher sofrida, com dificuldades financeiras e enfrentando toda a carga de preconceitos que a acompanham até hoje, especialmente por causa dos filmes pornôs que realizou. Até no reality os ataques preconceituosos contra ela são frequentes por parte de pessoas que fazem coisas bem equivalentes, que se comportam como periguetes de quinta categoria. Sobre esse tema, escreverei o próximo post. O preconceito nojento tem estado na ordem do dia entre os hipócritas desse reality, crucificando Denise Rocha, Rita e Marcos Oliver.

25 de junho de 2013

Falar sobre sexo com o parceiro ainda é difícil para as mulheres


Elas têm receio de compartilhar preferências, dúvidas e insatisfações .
Elas dominam a habilidade de discutir a relação, mas muitas mulheres ainda demonstram receio em falar com seus parceiros quando o tema é sexo. Mesmo aquelas que sabem expressar suas queixas sobre atitudes, hábitos, falta de parceria e rejeição, se sentem pouco à vontade para verbalizar interesses, preferências, fantasias e insatisfações na cama.
Quando chegam ao consultório, mulheres relatam o receio à desaprovação e o medo de magoar quando o assunto é desempenho sexual. E é verdade que nem sempre os homens reagem bem: alguns tentam responsabilizá-las, outros dizem que é difícil satisfazê-las, outros justificam sua postura pelo estresse do dia a dia e há aqueles que simplesmente dizem que o sexo está bom assim.
As raras exceções são os homens que participam da conversa, aceitam, propõe e são parceiros na busca de uma solução para as dificuldades do casal. Porém, suas esposas ou namoradas revelam os mesmos medos ou tabus e se surpreendem com o interesse deles quando elas tomam coragem e rompem o silêncio.
O casal que compartilha fantasias tem uma vida sexual intensa e lúdica. Esse potente estímulo pode levar ao prazer orgástico com pouca manipulação ou carícias. Elas provocam intenso erotismo melhorando o desempenho sexual; aumentando a libido; permitindo que a mulher descubra sua potência sexual e sensual ajudando na autoestima.
Solicitar algo diferente durante a transa pode ser um potente estimulante natural, porque mexe com as fantasias. A palavra exigência está fora desse contexto, no sexo tudo deve ser compartilhado com muito prazer.
O casal precisa conversar sobre os problemas sexuais e buscar juntos a ajuda de um profissional. O apoio mútuo fortalece, facilita o enfrentamento e a resolução das dificuldades. Indico uma leitura do livro “No jardim do Desejo” (Editora Mandarim), sobre as fantasias sexuais femininas.

Autora:  Fátima Protti. Sexóloga

19 de maio de 2013

A Expressão eufêmica "A Melhor Idade" é puro deboche...


Sou uma mulher com mais de sessenta anos de idade, de bem com as rugas, com os cabelos brancos e com as limitações físicas naturais nos sexagenários. Sou, portanto uma pessoa da terceira idade, ou melhor dizendo, uma pessoa “velha”. Sim... A palavra certa é esta: “velha”, como foram a minha mãe e minha avó, com muita dignidade e elegância, sem problematizarem os efeitos da passagem dos anos, sem lançarem mão de eufemismos idiotas para disfarçarem a indisfarçável velhice, como a abominavelmente hipócrita expressão “melhor idade” para nomearem o grupo etário no qual se integravam. Na época delas, este tipo de eufemismo ridículo não existia, da mesma forma que não haviam ainda criado outros igualmente cretinos como “deficiente visual” (cego), “afrodescendente” (negro), “funcionária do lar” (empregada doméstica), e centenas de outros, dentre os quais figura o deletério “melhor idade”. Execro essa abominável expressão, decerto criada por um jovem destituído da mínima noção da realidade dos velhos, sem nenhum resquício de sensibilidade para perceber as imensas e crescentes perdas e limitações que causam dor, frustrações, sofrimento, tristezas e solidão nos idosos.

Como pode alguém julgar a melhor idade de um ser humano justamente a faixa etária na qual chegam as dolorosas doenças reumáticas dificultando a locomoção, as falhas da memória causam vexames, a visão, a audição, o olfato e o paladar sofrem alterações, a liberdade de sair sozinha/o começa a ser controlada pelos zelosos familiares, Alzheimer, mal de Parkinson, AVCs, diabetes, pressão alta e colesterol alto são ameaças à qualidade de vida...

Portanto, para mim, a expressão “melhor idade”, além de ser uma lastimável e desrespeitosa ironia, é um deboche abominável! A infeliz expressão “Melhor Idade” não passa de uma execrável hipocrisia de gente piegas, chegada a uma frescurite que, no fundo tem preconceito contra a antiga, consagrada e adequada expressão “velha” e “velho”, tem preconceito contra a “velhice” e, por isso, tenta adoçar com eufemismos cretinos o que sabem ser a mais difícil fase da vida. 

A melhor idade é a infância!  Tempo da inocência, das fantasias, das ilusões e da crença em um mundo mágico e perfeito!