16 de abril de 2015

A mulher sozinha

Discriminada pelas amigas, alvo de cantadas, ela descobre depois da separação que foi exilada

O mundo é injusto. Enquanto gays, blacks e outras minorias conquistam direitos, há uma completamente esquecida. São as mulheres sozinhas. Muitas são divorciadas, viúvas, outras nunca encontraram um amor. Talvez não exista grupo mais discriminado que esse, em todas as classes sociais. Basta uma mulher separada ir a um churrasco, para levar veneno. Se conversa com um homem que até pouco tempo, quando casada, era considerado um amigo da família, já desconfiam. Uma amiga da mulher do sujeito diz:
– Olha lá, a Heleninha dando em cima do seu marido.
Se tenta parecer atraente, criticam.
– Ela devia ter vergonha de se vestir assim, com as pernas totalmente de fora.
Se fica quieta, também leva ferro.
– Em vez de tentar refazer a vida, ela fica que nem uma estátua no canto. Está sozinha por culpa dela mesma!
Mulher que perde marido, ou que nunca teve mas continua no páreo, não costuma ser convidada para churrascos, festas, encontros de casais. Até as melhores amigas a tratam como se tivesse uma doença contagiosa. Calculam que a mulher disponível pode roubar o marido alheio. Pior: os homens consideram a solitária como disponível. Sentem até obrigação de dar em cima.
Se tem alguma idade e vai à festinha de aniversário do sobrinho ou a um baile funk, não importa, sempre há um machão pronto para dizer aos amigos:
– Vou sair com a coroa. É uma caridade.
Isso, mesmo que ela não esteja nem um pouco interessada.
Se é rica, ou bem de vida pelo menos, um garotão se aproximará. Mesmo que sinta uma enorme atração por ela, dificilmente assume o amor. Vai se exibir aos amigos.
– Ela me deu este relógio aqui. Disse que a gente vai para Nova York. É duro ser gostoso.
Discriminada pelas amigas, alvo constante de cantadas, a mulher descobre após pouco tempo de separação que foi exilada pela sociedade. E que não há uma entidade pronta a lutar por seus direitos. Mesmo porque, quais seriam exatamente? Ser convidada para festas? Ser desejada? Nenhuma lei pode determinar isso.
As que têm família, filhos, irmãs não ficam tão à margem da vida social. Mas os familiares também têm sua própria vida, e nem sempre disponibilidade para elas. Há a internet, onde sempre podem encontrar um antigo namorado, dos tempos de escola, e recomeçar. Ou conhecer algum sujeito também solitário, louco por um relacionamento. Algumas até se autoexportam. Há o caso de uma que, com os filhos crescidos, encontrou um novo amor em Portugal, pelo Facebook. Voou para lá e não pretende voltar.
A maioria forma grupos de amigas sem marido. Criam uma vida social à parte. Conheço um grupo de moradoras de Alphaville, bairro de classe alta de São Paulo, que vive exatamente assim. São três ou quatro amigas. Viajam para o exterior juntas todos os anos, alugam carro e atravessam países, saem juntas nos finais de semana. Ficam até nervosas se uma delas arruma namorado. O novo relacionamento ameaça causar rupturas no grupo. A amizade não exclui a competição. Certa vez, uma amiga minha saiu com a vizinha, também divorciada. Foram a um bar, onde a primeira conheceu um militar, de alta patente. Ele começou a flertar. Ela cometeu um erro: foi ao toalete. Quando voltou, a outra já tinha trocado telefone, e-mail e marcado novo encontro. Em dois meses, estava casada. Sim, é fato: mulher, quando não aguenta mais a solidão, é rápida. Também é fato: muitas se acostumam à situação. Já ouvi muitas vezes amigas se chamarem entre si de “marida”. Não são lésbicas. Apenas têm um relacionamento tão constante, que brincam a respeito. No fundo, fora o sexo, estão mesmo casadas, pois não se largam.
Pior: a mulher tem contra ela a estatística. Segundo o IBGE, até os 79 anos, morrem mais homens que mulheres. Um levantamento recente mostrou que a população brasileira é 51,5% feminina e 48,5% masculina. Aparentemente é uma diferença pequena, embora poucos pontos percentuais definam até o resultado de eleição. Em número, é gigantesca: há 5,8 milhões de mulheres a mais que homens. Conseguir um novo marido, portanto, é pior que capturar vaga em qualquer vestibular de medicina.
Nem todas as mulheres estão à procura de um homem, muitas se satisfazem com suas carreiras. Ainda bem. Mal sei que conselho posso dar, a não ser do ponto de vista individual. Seja prática. Se tem um marido, segura!
Ou prepare-se para se transformar numa excluída.

Autor: Walcyr Carrasco. 

9 de abril de 2015

O que faltou dizer de Amanda, Acioli disse!


Tomei a liberdade de postar aqui a excelente análise crítica publicada no blog Votalhada, da autoria de Acioli (aciolac@globo.com), comentarista desse respeitado site. 

Amanda Djehdian deve ter imaginado várias formas favoráveis de se comportar em um RS, mas eu duvido que algum dia ela imaginou que se exporia tanto porque um certo moreno alto, bonito e sensual causaria um curto circuito em seu cérebro no momento em que ela colocou os olhos nele. Só assim para explicar todos os eventos que se seguiram.
O que nós vimos, e não gostamos, foi uma mulher carente, desesperada, sem amor próprio, sem vergonha, sem pudores, sem noção, que mesmo com toda a liberdade - melhor seria dizer até libertinagem - que se vê hoje na TV, ainda assim causou desconforto na audiência. Longe de mim querer creditar toda a culpa do que aconteceu somente em Amanda, já que Fernando foi mais do que cafajeste com ela e com Aline, mas a sociedade ainda é machista, e ver uma mulher se comportar como um homem na relação causa estranheza e acho até bom que cause mesmo. Conquistar seu lugar na sociedade como cidadã com os mesmos direitos e deveres é uma coisa, mas cada sexo tem seu papel específico na relação interpessoal que deve ser mantido. Mesmo em casais gays, cada um tem seu papel, e não precisaria ser assim, se é, é porque é assim que funciona. Acho que ninguém deve mendigar o amor de ninguém, mas ver um homem fazendo isso no máximo dá pena do rapaz. Ver uma mulher causa repulsa. Porque não chegamos até aqui na conquista dos nossos direitos para ver uma representante da classe se humilhando em rede nacional, e por um cara que não vale uma unha quebrada. Disseram tanto que Adrilles era um stalker, mas quem eu vi perseguindo forte alguém ali foi Amanda.
Amanda entrou no jogo já dividindo as torcidas, de um lado, o público usual, a chamada turma do sofá, e de outro, a torcida insandecida das Clanessas da edição anterior que conseguiram garantir a vitória de Vanessa unicamente porque não vivem a vida em tempos de reality, passam os dias em seus smartphones e tablets postando, alçando o nome de sua favorita aos trending topics do Twitter, atacando fãs de outros brothers e votando. Assim fica difícil para qualquer outro concorrente competir. Mas Amanda, mesmo com o trabalho exaustivo das Clanessas, meteu os pés pelas mãos e ainda teve a falta de sorte de participar de uma edição com outro concorrente do tipo que também costuma arrebatar torcidas, o cowboy humilde de coração puro e verdadeiro.
Mas, diferente de Vanessa, que só colou em Clara para causar, sem se envolver, Amanda se apaixonou, caiu de quatro e pareceu jogar o jogo pro espaço, mas continuou jogando, e mais à frente eu explico porque.
Em questão de horas, Amanda se encantou, dormiu de conchinha com o boy magia da edição, sonhou que estava namorando, acordou amando e achando que era correspondida em um conto de fadas perfeito. Até a página dois, no dia seguinte, a entrada inesperada da bruxa Aline, que noucateou o gigante que até então estava conformado que sua única opção de pegação e formação de casal entre aquele elenco era mesmo a panda pegajosa.
Fernando então mais do que rapidamente, mirou suas armas para outro alvo bem fácil, a loira sonsa que concordava com tudo e só sabia dizer ahan, mas de boba não tinha nada, já que para disputar uma vaga com a estonteante Júlia, ela precisava de um artifício, e qual melhor do que formar casal?
E assim começou a trajetória de Amanda, uma das mais bizarras que já vimos em BBB e que causou a vergonha alheia mais comentada de todas as edições.
Amanda sofreu, chorou, se humilhou, se embebedou, tirou satisfações com Fernando, continuou lançando olhares lânguidos pra ele mesmo com Aline na jogada, se revoltou e se voltou contra ele, chegando a indicá-lo ao paredão com a desculpa mais idiota. Fernando voltou do paredão e a relação degringolou de vez, viraram inimigos declarados e Fernando se isolou com Aline, encontrando apoio em #Madrilles, o que fortaleceu a divisão da casa. De um lado os do bem, Mariza, Adrilles, Fernando e Aline. Do outro os do mal, Angélica, Rafael, Talita, Luan, liderados por Amanda.
Amanda reinava no reino do mal fazendo um esforço enorme para não demonstrar para o casal a dor de cotovelo que estava sentindo, mas não conseguiu esconder da audiência, e se tornava a cada dia mais amarga, sendo agressiva e rude sem motivo real com quem apoiava o casal. Amanda foi a responsável pelo bullying que fizeram com Mariza, porque não aceitava as inconvenientes mas pertinentes intervenções de Mariza.
Enquanto isso, o casal #Ferline parecia cada vez mais unido e apaixonado, tanto que Aline foi até pedida em casamento, olha que lindo!
E Amanda seguia em sua sede de vingança, profetizando que um dia Aline seria eliminada e então ela ficaria com Fernando.
Dito e feito! No paredão da verdade, Aline foi defenestrada e Mariza foi mera figurante. Que resposta melhor Amanda podia esperar? Ela não sabia que a diferença de porcentagem foi ínfima e que essa diferença era crédito unicamente das enlouquecidas Clanessas.

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7 de abril de 2015

Francine e Max posam no Paparazzo


Após seis anos sem se ver, Francine Piaia e Max Porto posam no Paparazzo, para a alegria do Team Maxine.
'Esperei muitos anos por isso', disse o ex-BBB sobre o reencontro. Eles namoraram durante o 'BBB 9' e depois moraram juntos por seis meses, ao final dos quais romperam a relação.
Segundo Max, eles pararam de se falar por "desentendimentos normais de um casal". "Não seguia a Fran nas redes sociais, em nada. Até que recentemente voltei a falar com ela no Twitter. As fãs adoraram e nos cobraram esse reencontro". Segundo ele, não via a hora de promover esse reencontro. "Não queria tomar a iniciativa, nem ela. Mas quando aconteceu, foi no momento certo. Esperei muitos anos por isso".
No ensaio que fez para o Paparazzo no ano passado, Fran contou que Max foi o homem por quem mais sofreu após o término do relacionamento. O ensaio de agora com o ex, segundo ela, não tem gosto de revival. "É um presente para as fãs que tanto gostam da gente", explicou a ex-BBB, que fez tatuagens de henna pelo corpo especialmente para o Paparazzo.


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