12 de dezembro de 2014

As mulheres estão mais agressivas


As mulheres estão mais agressivas? Para responder a essa pergunta, temos de conceituar agressividade, que pode tanto significar iniciativa quanto hostilidade. Iniciativa é, nesse caso, entendida como assertividade, disposição para ir atrás do desejo ou necessidade. Em certos momentos, os significados de “garra” e “briga” podem até se confundir, pois é necessário que se tenha iniciativa para brigar, assim como um espírito guerreiro para não se subjugar.
Nossa cultura tem uma dificuldade quase endêmica de lidar com assertividade, frequentemente confundida com comportamento agressivo, quase mal-educado. Dizer como queremos algo, não aceitar passivamente o que nos é dado, reclamar do que nos desagrada, questionar comportamentos, tudo isso não é muito bem-visto na cultura simpática do povo brasileiro, o que gera, muitas vezes, um comportamento passivo nas pessoas, cujo objetivo é agradar o outro.
Quando a agressividade tem como principal conotação a iniciativa, ela pode ser bem-aceita pela sociedade, pois implica em luta pelo que se deseja. A desistência de um comportamento típico de vítima, passivo, permite a melhora da própria qualidade de vida. Nesse caso, a mulher batalha para trazer para si o que quer. Na luta para poder participar do sufrágio universal, por exemplo, as mulheres tiveram de se impor, batalhar. Isso parecia agressivo, e os homens tentavam acusá-las de agressivas, mas não havia outro jeito de se fazer ouvir, de lutar pelo direito de participar da sociedade de forma integral, com direitos iguais.
A linha que separa a agressividade com ares de iniciativa daquela com características de hostilidade é, às vezes, muito tênue.

Entenda a diferença

Quando a agressividade vem acompanhada de comportamentos de hostilidade, quando então o diálogo é substituído por gritos, tapas e xingamentos, há claros sinais de que algo não vai bem. Muitos podem ser os motivos para que a mulher fique mais agressiva de forma negativa, e citarei alguns a seguir.
Depressão, baixa autoestima e insegurança são alguns dos problemas que podem estar presentes nesse caso. Aliás, aumento da irritabilidade é um dos sintomas avaliados pelos psiquiatras para diagnosticar depressão.
A alteração do sono, por exemplo, pode aumentar a irritabilidade. Com tantas atividades ao longo das 24 horas do dia dorme-se menos que o necessário, o que torna a pessoa mais impaciente, mais agressiva. Sacrificar o sono para atender a todas as demandas do trabalho e da família acaba por gerar comportamentos agressivos, mesmo quando não é esse o desejo da mulher.
Falta de reconhecimento é outro item da lista de eventuais motivos para o aumento da agressividade da mulher. Sem saber o que está conseguindo realizar com sucesso, sem reconhecimento positivo por sua luta diária, sem o agradecimento de ninguém, como se tudo o que ela faz fosse nada mais do que sua obrigação, não há como sustentar o bem-estar. A mulher fica mais zangada e, consequentemente, mais agressiva.
Baixa autoestima pode aumentar a agressividade. É, então, uma forma de se fazer ouvir, de tentar expressar sua existência. Sentir-se sem valor, incompetente, sentir-se feia ou gorda e não saber se está correspondendo às expectativas da sociedade, tudo isso pode tornar a mulher defensiva. E um jeito comum de se defender é atacar.
Ainda podemos incluir nos eventuais motivos para o aumento da agressividade da mulher a falta de lazer, as alterações do ciclo de vigília e sono, a má alimentação por conta de muitas dietas e as relações sociais efêmeras que não criam sensação de segurança e proteção, tão necessárias para a tranquilidade emocional.
Se houve de fato um aumento na agressividade feminina eu não sei, parece que sim. Mas é certo que o estresse do cotidiano a que a maioria das mulheres está sujeita atualmente pode favorecer o incremento de comportamentos agressivos.
Muitas vezes a agressividade é usada como uma defesa
Por medo de não ser ouvida, a mulher pode acabar gritando mais alto do que o necessário, aparentando uma agressividade que é, na verdade, pautada no medo e na insegurança, e não é de todo assertiva.
Em resumo, lutar para conseguir o que se quer é muito bom. E, visto que cada vez mais mulheres buscam maior espaço na sociedade, o importante é elaborar a forma de ser agressiva, com tranquilidade, e não pela força e pelo grito. Dá para ser assertiva sem ser agressiva.

Por Dra. Vivian Behar, psicóloga. Atualmente trabalha no CESAME - Centro de Saúde Mental Moreno

28 de novembro de 2014

A noção contrastante da beleza feminina.



Gracyane Barbosa, mulher do cantor Belo, Tem o maior orgulho desse corpo deformado que conseguiu malhando pesado em academias, pegando ferro e, quiçá, tomando bombas. O resultado é essa caricatura de mulher, com corpo masculinizado e destituído da típica beleza feminina. O exagerado silicone nos peitões faz a fulana parecer um travesti. 


Nesta foto acima, as veias saltadas nos braços, o bundão enorme e desproporcional com a cintura seca, só combina com as pernas e coxas de jogador de futebol. 
Não consigo entender como uma mulher faz tantos sacrifícios e esforços para se tornar tão feia e deformada. 

Em contraste com a musa de Belo, vejam abaixo a bela e super feminina ex-BBB Francine Piaia. Linda, natural, sem silicone nos belos seios.


Francine exuberante e muito mulher em traje transparente. Linda, linda, e uma raridade em termos de beleza natural, livre de proteses de silicone nos belos seios, cintura fininha e curvas femininas. Uma gatinha!


É, de fato, um contraste aberrante na forma de conceber a beleza do corpo da mulher. Entre a mulher masculinizada e a mulher feminina, não tenho dúvidas sobre o que considero um protótipo de beleza tipicamente feminina: Francine Piaia. Gracyane parece-me uma piada de mau gosto...

3 de novembro de 2014

Eros liberto: a poesia erótica de Glória Tupper.


Da minha estréia na blogosfera até chegar à descoberta de que nem tudo nela é uma viagem errante através de uma nebulosa, na qual nada realmente gratificante e proveitoso há para oferecer, levou um alargado e desperdiçado tempo que, graças à passagem do tempo já não passa de poeira de vagas lembranças destinadas à terra do olvido absoluto. Na medida em que, em minhas deambulações, fui descobrindo o lado luminoso e fascinante que existe no mundo virtual, retomei o entusiasmo por este universo paralelo que se abre em possibilidades múltiplas de realizações e de contatos sociais muito gratificantes. Todavia, o que não esperava encontrar era o elo quase perdido com a literatura feminina. E ele ali estava, diante de mim, na melhor e mais prazerosa surpresa que me foi a descoberta de mulheres escritoras, talentosas e inteligentes, autoras de poesias, narrativas de ficção e crônicas de grande interesse e qualidade estético-literários. Apaixonada pela literatura, especialmente a que é produzida pelas mulheres, senti-me feliz por ter encontrado o porto seguro que buscava na leitura dos textos de Glória Tupper, de Mariza Lourenço e de Layla Lauar, três talentosas escritoras e mulheres de personalidades fortes, modernas e antenadas com formas de poetar em voga nos horizontes da melhor expressão literária.

LEIA MAiS, clicando na frase abaixo.