29 de outubro de 2009

A POESIA DE GLÓRIA TUPPER

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Bateu a saudade de Glória Tupper e fui visitar o Avesso de Mulher, seu blog literário, no qual ela transcreve as poesias que compõe. Poesias que falam de amor, da intensidade da paixão, de inadiáveis desejos e da fruição do prazer em sua plenitude.



Não escondo que sou admiradora dessa poeta talentosa, dotada de uma notável sensibilidade poética e de uma notória habilidade no manejo dos versos. Assim sendo, resolvi trazer para as pessoas que costumam ler o que posto no Feminina e Plural as duas últimas poesias de Glória, nossa querida amiga e blogueira do blog MariquinhaMaricota, fechado temporariamente.


Nas três poesias, dadas a seguir, o eu lírico verbaliza a sua cumplicidade e a sua participação ativa e prazerosa no jogo amoroso. Fazendo uso da retórica do desejo e da voluptuosidade feminina, tão do gosto das poetas da atualidade, não negaceia palavras na expressão da fruição do prazer do próprio corpo e do corpo do homem amado.

Cadência -

*
Teu hálito atrevido
Desliza pela minha nuca
Escorre entre meu querer
E tua urgência mergulha em mim.
*
Meu corpo é chama que teu verbo alimenta
E que tua respiração nua veste
A reger minha sinfonia
De notas compassadas.
*
Teu cálculo é preciso
Sábio e generoso
E me banho em teu rio
A lavar-me o calor das entranhas.


- Sol e Lua -
*
É madrugada silenciosa e fria
E teu cheiro envolve meu corpo.
De olhos levemente cerrados
Percebo tuas mãos deslizantes
Buscando meu desejo.


Teu tato me aquece
Teu hálito a minha boca beija
Somos calor intenso
Dançando em ritmo alucinante
Na cadencia perfeita.



Corpos suados se misturam
Sensações se completam
Preencho-me de ti
Na noite que começou fria lua
E terminou quente sol.
As poesias de Glória Tupper já foram o tema inaugural do blog Rabiscos de Eva, no qual analisei algumas delas, apontando a qualidade e o refinamento do seu lirismo erótico,  a expressão da sensualidade, do desejo e do amor sensual em sua completude e beleza.



Quem não conhece, ainda, o AVESSO DE MULHER e a produção poética de Glória, caso deseje conhecer o conjunto dos seus poemas, poderá usar o link do blog, disponível na coluna à direita do MariquinhaMaricota e do Feminina e Plural.

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25 de outubro de 2009

A "Amélia" no terceiro milênio

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Amélia que era mulher de verdade. Eu sou apenas uma mulher. E gostaria de reinvindicar o direito de sê-lo.

Sou vaidosa. Uso baton pra dar cor à minha vida. Maquiagem para parecer mais bonita.

Não faço tudo com perfeição; alguns fios de cabelo branco, apesar de todas as tentativas para evitá-los, aparecem. Uso cremes pra retardar o envelhecimento e se à noite tenho dores de cabeça é porque me sinto cansada.

Nem sempre estou disponível e pronta e cometo erros. Me engano, como qualquer outro ser humano normal. Gosto de roupas, sapatos, jóias, perfumes e flores. Um minuto de atenção me faz ganhar todo o dia.

Sou sensível, fraca, frágil. Sou forte quando preciso. Minha única busca: o amor e tudo o que dele resulta: crianças, trabalho, dia-a-dia e felicidade.

Mas vou além: quero segurança, andar de mãos dadas, ser pega no colo e ser chamada de rainha.

Minhas lágrimas me traem quando menos espero. E desespero. Detesto a solidão, a falta de atenção. Sou impaciente e não gosto de esperar.

Não quero ser objeto e nem ter dono. Sou capaz, por mim mesma, amando, de me entregar de todo e ser fiel. Sem amarras, simplesmente por amor.

Posso ferir, como todas as rosas. Mas perfumo também, dou encanto. Ilumino o amor como só as mulheres sabem fazer. Compenso, se assim posso dizer.

Há sempre um preço para a felicidade e tocar nela é aceitar pagar esse preço.
Sou uma Amélia dos tempos modernos. Mais independente, sabendo o que quer. E o que quero é ser eu mesma.

Por Letícia Thompson, autora de textos excelentes, que parecem ser ditados por sua aflorada sensibilidade para a psicologia feminina, para sua a compreensão sobre os mais variados problemas enfrentados pelas mulheres de todas as idades.


21 de outubro de 2009

BURRICE É A INTOLERÂNCIA

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“Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.” (Wikipédia)

Pessoas são pessoas, independente de raça, opção sexual, idade, tipo e/ou deficiência física e intelectual. Eu conheço homossexuais e negros sensacionais que me ensinaram muitas coisas, que me deram exemplos. Afinal, são pessoas, assim como eu e você que está lendo. Pessoas que trabalham, estudam, aprendem, ensinam e se relacionam com outras pessoas.


Um homossexual deixa de ser homem porque assume que gosta de outro homem? (o mesmo para mulheres) Definitivamente não. Ele não passa a ser ela por isso se não for um transexual (e vice versa). Sabe por quê? Porque ele é ELE suficiente para admitir algo que incomoda tanto as pessoas. E você? É ele/ela suficiente para admitir seus preconceitos?

O incômodo ao ver um casal homo se beijando deveria ser o mesmo de ver um casal hetero se beijando. Eu me incomodo de ver casais “se pegando” ao meu lado independente de serem homo ou heteros.

Não, não sou a favor de que se criem leis beneficiando casais homossexuais, sou a favor de direitos iguais. Quer casar? Que case! Quer adotar filhos? Que adote! Mas ainda não existe a aceitação das pessoas. O que? Deus não deixa? Humm, julgar é pecado grave.

É burrice limitar a capacidade de alguém por uma coisa tão banal. O ser humano infelizmente ainda é burro. Burro, e lá no fundo sabe que é. Sabe os preconceitos que tem, sabe suas origens e mesmo assim não procura melhorar-se.

É melhor zombar do “veadinho” e da “sapatona” ou simplesmente ignorar o aperto de mão do mendigo preto e pobre, aquele preto e pobre que tem uma mão muito parecida com a tua e tem as mesmas necessidades e vontades. É burrice aprender e não compartilhar porque aquele fulano não merece ou só eu mereço saber disso. Vou ser melhor sabendo mais do que você. Vou ser melhor sendo mais rico e bonito que você. Raio de mania de querer ser sempre melhor que os outros, de fazer comparações e, o pior: a mania de intrometer-se na vida do outro, perturbando-lhe a paz: Viva e deixe e deixe o outro viver.

“Deixe ele viver em paz.
Cada um sabe o que faz.
Deixa o homem ter marido.
a mina ter mulher.
Deixa ela viver em pé.
Cada um sabe o que quer
O que é que tem que tem demais
 cada um ser o que é?
Deixa ele chorar em paz.
Cada um sabe o que fez.
Deixa o tempo dar um tempo.
Cada coisa de uma vez.
Deixa ele sorrir depois.
Deixa ela sorrir também.
O que é que tem que tem demais
cada um ser dois ou três?”
(Se liga ai – Gabriel, O pensador)

Todos têm intolerâncias. E admito: eu tenho minhas intolerâncias, meus preconceitos. Intolerância com musica, com religiosos, com falta de bom senso, com pessoas que tem o ego maior do que si mesmo, com gatos, com meu pai, comigo mesma e intolerância com intolerantes.

Todos têm liberdade de pensamento e de expressão (ou pelo menos pensam que tem) e pensam o que quiser do próximo. Não estou pregando amor aos negros, homossexuais, pobres, paralíticos etc. Se não gosta, respeite e aceite. RESPEITO é a palavra de ordem. Se de fato existisse o respeito mútuo, eu não ficaria tão chateada com pequenas (ou grandes) atitudes.

Todos somos vítimas da intolerância e intolerantes as diferenças de alguma forma e sabemos o quanto é chato. Pode até ser uma coisa que está no seu subconsciente, que veio da cultura mesmo, mas todos podem e devem ter divergências com sua cultura, revisá-la e rejeitar o que colide com a ética e com as atitudes humanitárias.

As diferenças enriquecem e foi com isso que aprendi o que sei até hoje. Agradeço por ter conhecido pessoas tão deliciosamente diferentes ao longo de minha vida me fazendo conhecer vários lados dela.

Quanto as intolerâncias? Transforme-as em respeito, isso é possível: mude a sua atitude.

“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!”
(Até quando – Gabriel, O pensador)

Fonte: oventilador.org


19 de outubro de 2009

DOS FICANTES AOS NAMORIDOS!

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Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".

Martha Medeiros

17 de outubro de 2009

Não entre em pânico!

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A imagem da cena de traição e do susto costuma ser a mais dramática: a mulher chega em casa e flagra o marido na cama com outro. Mas, certamente, a maioria das histórias de verdade sobre mulheres que descobrem - ou desconfiam - que o parceiro é gay nem sempre vem acompanhada por uma evidência tão forte. Também não necessariamente acaba em drama.

No Brasil, aliás, há até um "movimento" de mulheres que sentem atração por homens que gostam de homens., de acordo com relato do Portal Terra Colômbia. Ispiradas ou não pela paixão entre Céu (Deborah Secco) e o assumido Orlandinho (Iran Malfitano), na novela "A Favorita", elas ganharam até o apelido de Maria Purpurina. Reações e preferências à parte, o fato é que o assunto ainda gera polêmica, preconceito e dúvidas.

Por que, afinal, alguns homens com tendências homossexuais ainda mantêm um casamento com uma mulher? Na opinião da psicóloga clínica Pamela Verdugo, terapeuta familiar e de casais, quando uma mulher está estabelecida em uma relação com um homem e este tem uma orientação "homo-bissexual", na maioria das vezes, isso ocorre porque ele não tem suas preferências sexuais esclarecidas e, por isso, vive um conflito devido à pressão social que implica em "se assumir"..

Uma das explicações para a linha que divide a postura hetero da homossexualidade, segundo Paula Muñoz, psicóloga e especialista em gênero e cultura, é que hoje a sociedade produz diferentes tipos de masculinidade. "Os homens já não têm que ser feios e peludos, e a partir desse ponto, nasce o conceito do metrossexual, aquele que segue a tendência fashion, é sensível, que nos entende. E isso se mostra mais atraente para a mulher, que se sente mais protegida", afirma.

Quando a relação chega até ao casamento, muitas vezes esse laço foi construído baseado em outros aspectos. Nesses casos, a necessidade de estar ao lado de alguém é mais forte que encarar a situação. Pesam mais os julgamentos sociais, como se manter como pai perante os filhos.

Para a psicóloga Sueli Castillo, o mundo ainda é altamente machista, e torna-se difícil para um homem, criado para ser "macho", assumir que não é essa a vida que deseja. "O medo e a insegurança são maiores, por isso ainda ocorre a repressão dos desejos sexuais. Além de enfrentar normas e regras vigentes, é preciso enfrentar a família e, por vezes, isolar-se de todos e conviver quase que em guetos", complementa Sueli.

O fim de um relacionamento não está no rol das coisas mais fáceis do mundo a serem encaradas. E, quando ele termina por causa da orientação sexual do homem, fica mais difícil ainda de entender. "O importante é a mulher não destruir sua auto-estima e perceber que o ocorrido não está associado à ela. O companheiro não a rejeitou e sim optou pelo gênero masculino do qual ela não faz parte", orienta Sueli Castillo.

Confira a seguir algumas dicas:
- Mantenha a calma. A orientação sexual de uma pessoa é um processo individual, não depende do parceiro e, geralmente, se define ainda na adolescência. Não assumi-la pode ser reflexo do medo de conflitos sociais que tal atitude pode gerar.

- Esclareça todas as suas dúvidas com o parceiro. Mas, para tal conversa, escolha as palavras certas, assim como em qualquer outro assunto delicado;

- É preciso saber se o seu marido vai seguir uma orientação homo ou bissexual ou se o que houve foram apenas experiências. Você deve questionar se podem continuar juntos e se ele está "disponível" para permanecer ao seu lado e de que forma. Qualquer que sejam as respostas, procure entender que essa é uma decisão de sua exclusiva responsabilidade e que o caminho para a harmonia do casal está relacionado a sua capacidade de entender a situação e perdoar;

- A única coisa que você jamais deve fazer é se culpar pelo ocorrido. Aqui, não cabe nenhum questionamento do tipo: "não fui atrativa o suficiente?", "será que se eu melhorar posso reconquistá-lo?". É preciso se dar conta de que a situação não depende de você. O processo que define a orientação sexual é algo estritamente pessoal.

Por Aninha Carmelo. http://www.aninhacarmelo.com.br



15 de outubro de 2009

MULHER: PRODUTO COM DATA DE VALIDADE

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O Nome da Rosa Editora lança publicação sobre a intensa erotização que invade nossos dias e atua fortemente sobre as meninas e as mulheres. A autora Margareth de Mello Ferreira dos Reis, psicóloga, mestre em educação, arte e história da cultura e especialista em sexualidade humana, recorreu a reportagens da imprensa, a exemplos extraídos da mídia e a estudos de diversas áreas do conhecimento humano para analisar a armadilha erótica que nossa cultura criou e que vem enredando tanto as “meninas ingênuas” como as mulheres maduras, causando-lhes conflitos e prejuízos de diversa natureza.

No mundo contemporâneo, em que os objetos da sociedade de consumo são substituídos a toda hora pelos de última geração, a mulher tornou-se vulnerável à obrigação de assumir o papel de produto com data de validade.

A valorização do corpo feminino (ou de partes dele) e a erotização intensa têm sido hoje incorporadas, de maneira indiscriminada, por uma legião de mulheres, adolescentes, pré-adolescentes, meninas e mães de meninas, que sonham alcançar o mesmo status (e a mesma remuneração) dos símbolos sexuais enaltecidos pela mídia.

Mesmo as famílias, influenciadas por uma cultura que mistura a sexualidade adulta ao universo infantil, estimulam a erotização precoce, o que tem interferido no desenvolvimento normal das crianças e no empobrecimento psíquico do feminino, como comenta a autora:

“Hoje temos uma legião de “lolitas pós-modernas”, adolescentes e pré-adolescentes precocemente adultizadas, vestindo roupas e reproduzindo trejeitos provocantes e sedutores, que mal sabem como se proteger do assédio sexual masculino. Essas meninas não desenvolveram a capacidade crítica necessária para analisar as conseqüências de suas atitudes e das escolhas que fazem, muitas vezes estimuladas pela mídia e pela própria família.

As meninas tiveram um amadurecimento biológico precoce associado a um excesso de estímulos de ordem sexual, mas lhes falta a maturidade psicológica para entender e enfrentar estes estímulos.

O resultado disso pode ter vários desfechos: engrossam cada vez mais as estatísticas de gravidez na adolescência, as garotas têm se tornado presas fáceis de todos os tipos de drogas, assédios e violência, sendo que muitas, principalmente as que pertencem às classes economicamente desfavorecidas, acabam vítimas de prostituição infantil e juvenil.”

__________________
A autora Margareth de Mello Ferreira dos Reis, psicóloga, mestre em educação,
arte e história da cultura e especialista em sexualidade humana,

13 de outubro de 2009

Mulheres de meia idade posam peladas para calendário

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Parece pegadinha, mas não é, pode até parecer piada, mas não se trata disso. É bem verdade que, dez anos após posarem nuas para arrecadar fundos para caridade, mulheres inglesas de meia idade, conhecidas como Garotas do Calendário, tiraram a roupa mais uma vez para lançar um novo calendário, informa a BBC Brasil.

O calendário 2010 traz uma série de 12 imagens inéditas de seis das 11 mulheres que participaram da realização do primeiro, em 1998, já na terceira idade e sem o menor complexo das mudanças operadas em seus corpos, por sinal ainda muito bonitos e bem conservados. O rosto marcado pelas rugas comprovam a idade das estupendas mulheres que se dispuseram a posar , em nome de uma causa humanitária.

Que teve a idéia de fazer o ensaio fotográfico foi Angela Baker, depois de ter perdido após uma longa batalha contra o câncer. Ela e outras amigas da organização Womens's Institute (Instituto das Mulheres) decidiram embarcar no projeto, acreditando que as vendas de alguns calendários seria o suficiente para comprar um novo sofá para o hospital onde seu marido havia passado seus últimos dias.


O que não esperava a caridosa senhora era pelo sucesso estrondoso do empreendimento. As vendas estouraram, sendo vendidas 800 mil cópias em poucos dias. Este calendário deu origem ao filme Garotas do Calendário, lançado em 2004, e já arrecadou 2 milhões de libras (R$ 6,3 milhões) para pesquisas sobre a leucemia. Durante o discurso de lançamento do novo calendário, Angela Baker disse que seu marido "está certamente feliz com tudo o que elas alcançaram".

"Às vezes eu tenho que me beliscar para acreditar que essa é a minha história. Eu sinto tantas emoções, é difícil de explicar", disse ela. A diretora-executiva da instituição de caridade britânica Leukemia Research, Cathy Gilman, disse há 10 anos que "as "garotas" nunca poderiam ter imaginado que arrecadariam tanto dinheiro para ajudar a salvar vidas". Essas são mulheres sem silicone, sem botox, sem truques de fotoshop e sem vergonha da aparência que têm. Nota mil para elas.

Fonte: Portal Globo, com adaptações e acréscimos de Eva.


11 de outubro de 2009

SERÁ QUE A MODA PEGA?

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Que bizarras modas ainda faltam ser inventadas para as mulheres chamarem a atenção para si?  A novidade do momento, além de estranha, não favorece em nada a beleza feminina, os seja: um rosto sem o belo adorno das sobrancelhas que dá vida à expressão.

Será que pega essa onda das meninas sem sobrancelhas? A pergunta tá la no portal da Marie Claire. Desfiles e campanhas internacionais confirmam a tendência  pra quem tem personalidade e beleza. Caso contrário, vão ficar parecendo ETs.

A onda do look sem sobrancelha começou na Europa com marcas de peso, como Prada; apareceu em campanhas, como a da Givenchy, e já está ganhando as ruas do mundo inteiro.

Para dar cabo dos pelos, três opções: depilação com cera, lâmina ou descoloração. Há quem diga que a volta da tendência setentinha tem a ver com a crise. Ela estimularia atitudes ousadas, para que as pessoas se sentissem atualizadas, sem precisar gastar com roupas



9 de outubro de 2009

OLHE-SE NO ESPELHO...

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Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo . Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.


E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível...   A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.


Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.


Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança". De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.


Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.


Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.


Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.


Rejuvenesceu.


Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.


Rejuvenesceu.


Toda mudança cobra um alto preço emocional.  Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.


Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.  Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.


Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.  Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

OLHE-SE NO ESPELHO... 

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Autora: Martha Medeiros


8 de outubro de 2009

Dou Cartão Vermelho!

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Seguindo o gesto do Senador Eduardo Suplicy, a brincadeira que a Beth Cruz editora do Blog Leões e Cordeiros criou chegou a mim com um convite de Lugirão , do blog VOZ ATIVA, para participar da mesma. Aceitei e agradeço à amiga blogueira o simpático gesto.


A brincadeira é simples: consiste em listar 10 pessoas ou atitudes que você julga serem merecedoras de um cartão vermelho. Feito isso, você deve indicar 5 blogueiros para continuar com a brincadeira.


Dando sequência à brincadeira, dou cartão vermelho ...

1º - Para a especulação imobiliária que, em nome da ganância, acaba com paisagem, destrói as áreas verdes, invade a área das dunas na orla marítima do RN, dentre outros crimes ambientais.


2° - Para o desrespeito ao nosso eco sistema pelos proprietários de fazendas de camarões que destroem os mangues do RN.


3º - Para o vergonhoso abandono das praças de Natal, só cuidadas em vésperas de eleições para a prefeitura.


4º - Para a carga tributária do Brasil que é uma das maiores do mundo.


5° - Para a negligencia na educação básica dos brasileiros e para a falta de fiscalização severa da qualidade do ensino nas universidades federais.


6º - Para o péssimo atendimento médico nos postos de saúde pública do SUS.


7°- Para os políticos corruptos, para a impunidade que os protege e para os insanos que os reelegerem.


8° - Para os transportes clandestino de passageiros, em vans, que atrapalham o trânsito, transgridem as normas do DETRAN e aumentam numericamente cada vez mais.


9° - Para as carência de saneamento básico em minha cidade – Natal e a conseqüente poluição das praias e do rio Potengi com o esgoto.


10° - Para a falta de medidas mais severas na área da segurança pública.

Repasso para :

-Todos os desejos do mundo
-A intinerante – Neiva
-Cartas para Bial
-Bengala de cego
-Comentando o Comentado.

Preparem os cartões, amigas,  desabafem as  censuras, ponham a boca no trombone, critiquem o que    merece um  baita cartão vermelho dos brasileiros.
 

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